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Bolsonaro sugere que Moro atuou contra posse de armas; ex-ministro responde

Declaração do presidente foi feita em frente ao Palácio da Alvorada em conversa com eleitores que se queixavam da dificuldade em adquirir armas de fogo; relato emocionante de cadeirante provocou debate
Bolsonaro conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada (Foto: Reprodução/YouTube)
Bolsonaro conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada (Foto: Reprodução/YouTube)
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta segunda-feira (1º) em frente ao Palácio da Alvorada que o ex-ministro Sérgio Moro atuou contra a posse e o porte de armas de fogo. [1]

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A declaração veio após ouvir um relato emocionado de um cadeirante que lamentou o fato ter ficado deficiente por ter pedido a chance de se defender.

“Pessoal, para vocês entenderem um pouquinho [de] quem estava do meu lado. […] Ele, por determinação normativa, ignorou decretos meus [visando] dificultar a posse e o porte de armas de fogo para as pessoas de bem. Tem uma portaria nova que o ministro revogou que, apesar de não ter força de lei, orientava a prisão de civis. Por isso, naquela reunião secreta, o Moro de forma covarde ficou calado. Ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua. Esse era o cara que estava lá, perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era a nossa. Graças a Deus, ficamos livres dele”, disse Bolsonaro.

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Resposta

No início da tarde, pelo Twitter, Moro publicou uma nota criticando a declaração. Entre outros pontos, Moro afirmou que a “flexibilização de posse e porte de armas são medidas que podem ser legitimamente discutidas”, mas que “não se pode pretender, como desejava o presidente, que sejam utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias impostas por governadores e prefeitos”. [2]

“Também não é igualmente recomendável que mecanismos de controle e rastreamento do uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, já que há risco de desvio do armamento destinado à proteção do cidadão comum para beneficiar criminosos”, pontuou.

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