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Jornalista do SBT recria poema antinazista inspirando-se no Brasil atual

Rachel Sheherazade, crítica ao presidente Jair Bolsonaro, adaptou poema comumente atribuído ao poeta Bertolt Brecht para criticar a omissão diante dos que se calam ao ver grupos serem atacados

- Publicado no dia
(Foto: Reprodução / Instagram)

A jornalista Rachel Sheherazade publicou no início da madrugada desta sexta-feira (28) nas redes sociais uma releitura de autoria própria do poema alemão “E não sobrou ninguém”, escrito originalmente pelo pastor antinazista Martin Niemoller e comumente atribuído ao ensaísta Bertold Brecht. No texto, a âncora do SBT Brasil critica, indiretamente, os constantes ataques que setores da sociedade brasileira têm sofrido nos últimos anos. [1]

Sem citar nominalmente os perseguidores no poema (nominando-os apenas como “eles”), o eu-lírico relata não ter esboçado reação quando viu ser alvo de ataques grupos como “os esquerdistas”, “negros”, “homossexuais”, “ministros do Supremo”, “deputados e senadores” e “jornalistas”. Dentre os argumentos que usa para justificar sua omissão, está o de não pertencer aos grupos que eram atacados.


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Tal como a poesia original, o anticlímax ocorre quando o eu-lírico revela que “se voltaram” contra ele. “Não tive defesa. Eu nada pude fazer. Afinal, não sobrou ninguém”, termina o poema adaptado por Rachel Sheherazade, que não coincidentemente tem sido crítica costumaz do presidente Jair Bolsonaro.

O poema também é publicado em um momento que aumentam as tensões entre o presidente Bolsonaro e o Congresso Nacional diante da expectativa sobre as pautas das manifestações que ocorrerão no dia 15 de março.

Confira, abaixo, a poesia na íntegra:

Quando eles mataram a Marielle, eu não protestei. Afinal, não sou esquerdista.

Quando debocharam dos quilombolas, eu não os defendi. Nem negro eu sou.

Quando o alvo foram os homossexuais, dei de ombros. Eu sou hétero! Por favor, não me confundam!

Quando atacaram os ministros do Supremo, eu me omiti. Eles que são fortes que se entendam.

Quando ameaçaram o Congresso, fiz pouco caso. Não sou deputado nem senador para me preocupar.

Quando perseguiram e atacaram, quando vilipendiaram, ofenderam e calaram os jornalistas, eu nada falei. Eles sabem como se defender.

Quando se voltaram contra mim, não tive defesa.

Eu nada pude fazer.

Afinal, não sobrou ninguém.

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