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Sócio da Yacows confirma que empresa trabalhou para PT, Meirelles e Bolsonaro

A CPMI já havia ouvido ex-funcionário da empresa e os dois depoimentos divergem em alguns aspectos, mas confirmam muitas mensagens a favor dos candidatos do PT e do PDMB

- Publicado no dia
Lindolfo Antônio Alves Neto, sócio da Yacows (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Depois da sabatina de Hans River do Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, convocado para depor na CPMI que apura denúncias de disparos de mensagens em massa em campanhas eleitorais contendo inclusive notícias falsas, foi a vez de um dos donos falar nesta quarta-feira (19). Lindolfo Antônio Alves Neto disse que as campanhas de Jair Bolsonaro, Fernando Haddad e Henrique Meirelles contrataram seus serviços. [1] [2]

“Pelo que já disponibilizamos a lista de clientes, temos o Henrique Meirelles. Ciro Gomes não me recordo de absolutamente nada e não está na lista. Fernando Haddad é um caso específico, porque uma agência que acredito que faça campanha para ele já utilizava a plataforma e utilizou nossa ferramenta. Logo, diretamente não foi feito. Indiretamente, sim”, ele sintetizou.


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A campanha do hoje presidente Jair Bolsonaro, que esteve em destaque quando as denúncias foram feitas e a CPMI foi instaurada, teria sido, na versão de Lindolfo, uma cliente “insignificante”, mas contratou efetivamente os serviços. “Pagando R$ 1.680 só poderia realizar 20 mil envios, nada mais que isso”, ele disse. Mesmo assim, apenas 900 mensagens teriam sido disparadas. Em contrapartida, a campanha do PT teria tido mais de 500 mil envios.

Ainda de acordo com Lindolfo, nenhuma das mensagens enviadas pela empresa continha notícias falsas. Ele afirmou que a campanha do MDB de Meirelles pagou R$2 milhões à Yacows, totalizando em troca de 10 a 15 milhões de disparos. Os números confirmam a versão de Hans River, que apontou o emedebista como o maior cliente, mas Lindolfo disse que ex-funcionário “equivocou-se” ao apontar irregularidades no trabalho da empresa.

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