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PT, PSOL e Rede pedem cassação de Flávio por ‘relação com a milícia’

Na representação, há a afirmação que o parlamentar “quebra o decoro” e é “séria e rebustamente acusado da prática de ilícitos”; pedido vem um dia após Flávio insinuar que PT falseou perícia da morte de miliciano

- Publicado no dia
Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução / O Dia)

A esquerda reagiu negativamente às crescentes insinuações da família Bolsonaro e de parte da direita associando a morte do miliciano Adriano da Nóbrega a uma suposta execução orquestrada pela Polícia Militar da Bahia, estado sob comando do PT. Nesta quarta-feira (19), PT, Rede Sustentabilidade e PSOL protocolaram um pedido de cassação do senador Flávio Bolsonaro (sem partido) alegando “relações” do parlamentar com o crime. [1]

“Há uma relação continuada da família e, especialmente, do senador, com as milícias do Rio de Janeiro. Um deles é com o Adriano, recentemente assassinado na Bahia. [Isso] mostra uma relação de mais de uma década. Essas relações a República não pode aceitar. Milícia é uma organização criminosa que domina território, economia e curral eleitoral, elege senadores e deputados. É uma ameaça à democracia”, queixou-se o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ), em transmissão ao vivo nas redes sociais.


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Na sequência, Freixo afirmou que “coisas precisam ser explicadas” e considerou “muito grave” que hoje “a família esteja na presidência da República”.

“Não podemos achar que o crime possa estar chefiando o Brasil. Isso tem uma consequência na ponta. A milícia domina mais de 50 bairros do Rio. Se contar o Estado inteiro, o domínio é bem maior”, destacou.

Estratégia

Na terça-feira (18), Flávio Bolsonaro publicou em seu perfil no Twitter um vídeo com o corpo de Adriano da Nóbrega sendo revistado no IML. No texto que acompanhou o vídeo, ironizou o fato de que a perícia da Bahia “do governo PT” ter afirmado que “não era possível afirmar se Adriano fora torturado”. [2]

“Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros a queima-roupa (um na garganta de baixo para cima e outro no tórax, que perfurou coração e pulmões”, pontuou.

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