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Felipe Neto volta a ironizar liberais e recebe dura crítica do Livres

Debate iniciou com discussão sobre a obrigatoriedade de todas as empresas terem microondas, mas terminou com ironias do youtuber sobre a aparência física dos liberais; para o Livres, Neto apostou na ‘infantilização’

- Publicado no dia
YouTube Felipe Neto é um dos principais influenciadores de crianças e adolescentes no YouTube (Foto: Reprodução/Qzur)

O youtuber Felipe Neto, especializado no público infanto-juvenil, voltou a atacar nesta semana os liberais. Com mais de 10 milhões de seguidores no Twitter, o influenciador ironizou as respostas de lideranças e políticos liberais que reagiram diante de sua defesa de que mesmo as pequenas empresas sejam obrigadas a disponibilizarem um forno de microondas para seus funcionários.

Criticando o discurso de que a medida poderia dificultar a abertura de novos negócios e a criação de empregos, Neto afirmou que alguns liberais “fazem parte do atual esgoto da política brasileira”. Mais de 11 mil pessoas curtiram a publicação. [1]


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Na sequência, o influenciador ironizou os liberais ao propor um programa onde seriam selecionados 10 liberais brasileiros para “trabalharem em empresas que não dão o mínimo de diginidade ao trabalhador”.

“Apenas com R$ 1.100 por mês, trabalhando 12 horas por dia, eles precisam sustentar a casa e 3 filhos. Quem ficar milionário primeiro, vence”, comentou o youtuber. [2]

Ao fim, Neto também publicou uma montagem com “10 políticos e simpatizantes liberais” que discordaram dele, “a maioria do Partido Novo”, e ironizou a falta de diversidade de seus fenótipos (todos homens brancos): “Hoje, vendo os perfis, percebi o quanto eles todos parecem ser a mesma pessoa”. Depois, debochou: “Isso é maravilhoso”.

Foto: Reprodução/Twitter

Livres responde

Em longo texto publicado nas redes sociais, a associação Livres tratou do assunto e criticou o comportamento de Felipe Neto. Para a entidade, de caráter liberal, a discussão trazida pelo youtuber até é “interessante”, mas o influenciador passou “a atacar as pessoas e apelar para estereótipos”, bem como em “narrativas do bem contra o mal que demonizam a discordância”. [3]

Sobre a pauta da obrigatoriedade de se ter microondas, a entidade afirmou que a medida “não representa um grande custo para as grandes empresas – que, em geral, já possuem copa ou refeitório -, mas podem representar um obstáculo a mais para empresas pequenas que lutam pela sobrevivência”.

“No Brasil real, 35% dos empreendedores ganham até 1 salário mínimo. 34% sequer possuem o Ensino Fundamental completo. 51% são negros. 81% começaram a trabalhar antes dos 17 anos. Os dados são do Sebrae. A imagem dos empresários brasileiros como ricos e malvados é uma visão elitista e irreal. A maior parte dos empreendedores são micro e pequenos empresários, que lutam pela sobrevivência contra a burocracia e a maluquice do sistema tributário e do excesso de regulamentações”, destacou o Livres, que sustentou que “a maioria dos empreendimentos não pode pagar por essas estruturas”.

Veja, abaixo, a nota completa do Livres

Recentemente, entrou em voga no Twitter uma discussão interessante sobre uma reportagem do programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios: a história das marmitarias.

As marmitarias são empreendimentos que oferecem a qualquer pessoa um lugar para fazer sua refeição e um microondas para esquentar sua marmita de casa. Custa, em média, R$ 2. A polêmica parte de uma narrativa como se grandes empresas malvadonas estivessem obrigando seus funcionários a pagarem pelo uso de um microondas, que representaria um custo baixo diante do faturamento.

O problema é que a narrativa não condiz com a realidade. As marmitarias não são grandes empresas cobrando pelo uso de microondas, mas pequenos empreendimentos, criados por pessoas simples que conseguiram oferecer um lugar bem posicionado para atender a demanda de outros trabalhadores, igualmente simples, que precisavam de um bom lugar para almoçar.

Entre os trabalhadores que usam as marmitarias, há autônomos e contratados, de empresas com diversos perfis. Algumas delas simplesmente não possuem uma estrutura de copa com microondas para oferecer aos seus funcionários, pagando Vale-Refeição no lugar.

Um dos maiores youtubers do país, Felipe Neto ficou escandalizado com a manchete, dizendo que todas as empresas deveriam ser obrigadas a prover microondas para seus funcionários. Alguns liberais contra argumentaram, explicando que esse tipo de obrigatoriedade não representa um grande custo para as grandes empresas – que, em geral, já possuem copa ou refeitório -, mas podem representar um obstáculo a mais para empresas pequenas que lutam pela sobrevivência.

Obviamente, todos nós desejamos melhorar a qualidade de vida para todos. O debate, portanto, é sobre como fazer isso.No Brasil real, 35% dos empreendedores ganham até 1 salário mínimo. 34% sequer possuem o Ensino Fundamental completo. 51% são negros. 81% começaram a trabalhar antes dos 17 anos. Os dados são do Sebrae.

A imagem dos empresários brasileiros como ricos e malvados é uma visão elitista e irreal. A maior parte dos empreendedores são micro e pequenos empresários, que lutam pela sobrevivência contra a burocracia e a maluquice do sistema tributário e do excesso de regulamentações.

O fato é que a maioria dos empreendimentos simplesmente não pode pagar por essas estruturas. Infelizmente, ao ser defrontado com argumentos, Felipe Neto passou a atacar as pessoas e apelar para estereótipos, diminuindo o nível e a qualidade do debate.

Empreendedor bem sucedido na sua área, Felipe Neto é dono de uma produtora que fatura milhões de reais, tem um dos maiores canais de YouTube do mundo e possui milhões de seguidores. Usaria sua influência e alcance com muito mais responsabilidade se aceitasse debater como um adulto. Infelizmente, aposta na infantilização, com narrativas do bem contra o mal que demonizam a discordância.

Quem mais perde com isso são os brasileiros mais simples, entre empreendedores e funcionários. Não são brancos, ricos e CEOs de multinacionais, mas pretos, pobres e empreendedores ou funcionários de micro e pequenas empresas. Eles são maioria e seguem longe do foco das políticas públicas e do debate sério.

Basta sair do olimpo e vir ao mundo real para ver. Quem sabe fazendo uma refeição na marmitaria.

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