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George Soros anuncia projeto bilionário para combater ‘ditadores’ e diz que Brasil falhou em proteger Amazônia

O investidor fez ataques ao presidente brasileiro, afirmando que ele não protegeu a Amazônia porque pretendeu abrir as florestas tropicais para a pecuária
George Soros (Foto: Reprodução / InfoMoney)

O bilionário de origem húngara George Soros discursou em Davos nesta sexta-feira (24). Conhecido pela fundação da Open Society, Soros anunciou que investirá US$1 bilhão em uma rede mundial de ensino superior para combater as mudanças climáticas e os “ditadores atuais e em gestação” – e também criticou o Brasil. [1] [2] [3] [4]

De acordo com George Soros, a Open Society criará esse novo braço para combater as principais ameaças enfrentadas pela humanidade atualmente: “A sobrevivência das sociedades abertas está ameaçada e enfrentamos uma crise ainda maior: as mudanças climáticas. Elas ameaçam a sobrevivência de nossa civilização”, sintetizou. A ideia é promover a educação para os necessitados e difundir valores como liberdade de expressão e de crença.

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“Nossa maior esperança está no acesso a uma educação que reforce a autonomia do indivíduo, cultivando o pensamento crítico e enfatizando a liberdade acadêmica”, ele acrescentou. Soros disse ainda que países como EUA, Rússia e China estão sob o controle de ditadores atuais ou em gestação. Acusou o presidente americano, Donald Trump, de ser um “golpista e um narcisista”.

A rede a ser criada por Soros se chamará Open Society University Network e seu centro estará na Universidade Centro-Europeia, em Budapeste, e no Bard College, próximo a Nova York.

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Jair Bolsonaro e a Amazônia

Outro alvo dos ataques de Soros foi o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, com quem o presidente Jair Bolsonaro vem negociando acordos em viagem à Índia. Para o bilionário, Modi vem dando “o maior e mais aterrorizante passo atrás” de um país no mundo ao tentar criar “um estado nacionalista hindu”.

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Porem, não faltaram críticas ao próprio Bolsonaro – nem à Venezuela de Nicolás Maduro. George Soros lamentou que “quase 5 milhões de venezuelanos tinham emigrado”, no início deste ano, “causando tremenda perturbação nos países vizinhos”. Sobre o presidente brasileiro, disse que Bolsonaro “não conseguiu impedir a destruição das florestas tropicais no Brasil, a fim de abri-las para a pecuária”. 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) comentou as críticas de Soros: “No final das contas, sabemos que Soros prega muito o combate aos valores judaico-cristãos, à sociedade ocidental, é a favor de aborto, de países sem fronteiras e apoia muito as ONGs internacionais”.

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