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Após indireta de Bolsonaro, Bebianno defende interdição do presidente

Ex-ministro e ex-braço-direito do então candidato Bolsonaro, Bebianno afirmou ter reagido com perplexidade diante de entrevista do presidente à revista Veja e prometeu ainda processá-lo criminalmente

- Publicado no dia
Gustavo Bebianno (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

O ex-ministro Gustavo Bebianno afirmou nesta sexta-feira (20) ter reagido com “perplexidade” diante do comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro em entrevista à revista Veja. Na publicação, o presidente citou que “tinha uma pessoa” ao seu lado “que queria ser [candidato à] vice” e que poderia ter envolvimento no ataque à facada que ele sofreu durante a campanha.

Embora não tenha citado o nome de Bebianno, Bolsonaro no passado já havia sugerido que o advogado carioca teria interesse no posto. À publicação, Bolsonaro afirmou que “o cara detonava todas as pessoas com que eu conversava”, que “se [Mourão] não tivesse atendido o telefonema, o vice seria essa pessoa” e que, após a escolha do general, “passou a valer alguns milhões deitado”.


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“Fico muito perplexo do ponto de vista institucional e do ponto de vista pessoal. Do ponto de vista institucional, o presidente da República deveria ser muito responsável com o que fala e com as suas atitudes. […] Sob o ponto de vista pessoal, eu tenho uma decepção enorme. […]  É uma acusação que não merece muito da minha atenção porque é de um grau de loucura absoluta, uma coisa estapafúrdia”, comentou Bebianno em entrevista à rádio Jovem Pan.

Em tom de desabafo, Bebianno afirmou ainda que “fica entre o que o [deputado federal] delegado Waldir falou, quando ele chamou o presidente de vagabundo” e com a percepção de que a fala trata-se de “um atestado de loucura” ou “as duas coisas combinadas”.

Atualmente filiado ao PSDB, Bebianno também prometeu processar Bolsonaro “na esfera cívil e na esfera criminal” e defendeu que ex-patrão seja interditado. “Se ele é capaz desse tipo de loucura, devaneio, ele poderá colocar o Brasil em situações muito complicadas. Eu acho que o Brasil não pode estar sob o comando de uma pessoa tão desequilibrada. Então eu já estou conversando com vários juristas amigos que compartilham da mesma opinião. Ele precisa ser interditado, ele não tem condições de governar o Brasil”.

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