fbpx
PUBLICIDADE


Série de documentários do ‘Brasil Paralelo’ começa a ser exibida em emissora estatal

Contrato de cessão não-oneroso foi assinado entre as partes, mas exibição de lideranças de direita em horário nobre de emissora estatal gerou críticas; analista político Luciano Ayan considerou o caso ‘grave’

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/Twitter

A série de documentários Brasil – A Última Cruzada, produzida pela produtora gaúcha Brasil Paralelo, começou a ser exibida nesta segunda-feira (9) na TV Escola – emissora ligada ao Ministério da Educação. A produtora, como se sabe, é uma empresa especializada no nicho conservador e surgiu se propondo a fazer documentários com expoentes ligados à direita no país. [1]

A Brasil Paralelo informou, nas redes sociais, que a exibição não envolve qualquer remuneração e, ao site O Antagonista, que foi procurada pela própria TV Escola para a divulgação dos filmes. [2]

“Nossos documentários são gratuitos, qualquer um pode reproduzi-los e ficamos felizes quando decidem fazê-lo, não faz sentido impedir. A Brasil Paralelo não recebe nenhum centavo de dinheiro público”, esclareceu a empresa.

Foi divulgado ainda o documento chamado de “Termo de Licenciamento Não-Oneroso”, no qual a produtora permitiu à TV Escola a exibição da série durante três anos. Nas redes, a estatal iniciou a divulgação do filme e expôs um cartaz da série com o logotipo da emissora. [3]


PUBLICIDADE



A exibição dos filmes, no entanto, não foi unanimidade na direita. O analista político Luciano Ayan criticou a iniciativa e afirmou que “o argumento de que não receberá dinheiro é implausível, dado que o espaço da TV Escola se configura propaganda gratuita para a empresa”. [4]

“O uso de um documentário do Brasil Paralelo na TV Escola é grave por vários motivos, principalmente pelo fato de mostrar a ideologização extrema deste governo. A promessa de que ‘não haveria viés ideológico’ já se espatifou há tempos. Agora tudo fica muito mais descarado”, publicou Ayan nas redes sociais. [5]

Dentre os entrevistados da série, estão o professor Olavo de Carvalho, considerado o principal influenciador do núcleo ideológico do governo, bem como o historiador Rafael Nogueira – que tornou-se presidente da Fundação Biblioteca Nacional – e o hoje deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL/SP).

★ ★ ★

Se você acompanha e aprecia o trabalho jornalístico do Boletim da Liberdade, e valoriza a importância de existir um veículo profissional com viés liberal, pedimos que:

➡ Considere fazer uma assinatura solidária ao Boletim. Com uma contribuição mensal, você ajuda que o site continue no ar e possibilita o nosso crescimento. Além disso, recebe benefícios exclusivos. Temos vários projetos na mesa que só serão viabilizados com maior quantidade de assinantes. Saiba mais e assine agora mesmo.

➡ Siga nossas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram), inscreva-se em nossa newsletter gratuita semanal e entre em nosso grupo do WhatsApp para recebimento de conteúdos. Curta nossas publicações, compartilhe-as para seus amigos e fale do site para conhecidos e familiares liberais. Toda ajuda faz diferença.

Curta nossa página no Facebook

Notícias no WhatsApp
O sexto grupo do Boletim da Liberdade no WhatsApp está com vagas abertas. É por tempo limitado. Entre apenas caso tenha interesse em notícias sobre política e economia com um viés liberal. Clique aqui para entrar.
Siga-nos no Twitter

Comentários


Receba nosso conteúdo por e-mail



error: Não é permitida a reprodução do conteúdo sem prévia autorização.