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Manifestar predileção à monarquia é conduta inapropriada a ministro, diz editorial do Estadão

Jornal também criticou declaração de Weintraub ao primeiro presidente da República, o marechal Deodoro da Fonseca; para a publicação, o ministro está 'desinformado'
Abraham Weintraub (Foto: Reprodução / Youtube)
Abraham Weintraub (Foto: Reprodução / Youtube)
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O jornal O Estado de S. Paulo pediu em editorial publicado nesta terça-feira (19) que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, seja “demitido imediatamente”. A tese sustentada pela publicação é que, além da “errática gestão”, Weintraub tem postura incompatível a de um ministro de Estado – inclusive ao “manifestar predileção pela monarquia”. [1]

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“No feriado da República, Abraham Weintraub postou-se a defender a monarquia na rede social. A Constituição não o proíbe de ter a opinião que for sobre as formas de governo. Em se tratando de um ministro de Estado, no entanto, manifestar predileção pela monarquia é, no mínimo, uma conduta inapropriada”, disse o editorial.

Na sequência, o Estadão afirmou que o ministro foi “além” e que teria sido “acometido por algo próximo de um ‘surto antirrepublicano'” ao classificar “como ‘infâmia’ a proclamação de 15 de Novembro de 1889“. “[E depois] passou a desfiar uma série de aleivosias contra personagens da história brasileira ligadas ao movimento republicano”, acrescentou o texto.

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“Abraham Weintraub achou por bem classificar o marechal Deodoro da Fonseca como um ‘traidor’ da Pátria e compará-lo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante de uma estultice dessa natureza, na melhor hipótese, o ministro da Educação está absolutamente desinformado”, pontuou o editorial, que criticou ainda as respostas grosseiras que o ministro concedeu a internautas que sugeriram que, com a volta da monarquia, ele seria nomeado bobo da corte.

Outro lado

No início da tarde, Weintraub comentou nas suas redes sociais sobre o editorial. “Acho que eles deveriam se preocupar com as assinaturas que não param de cair”, ironizou. [2]

Líder do PSL na Câmara dos Deputados e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro também se manifestou sobre o assunto nas redes e sugeriu que o jornal “deve estar com saudades dos magníficos ministros da educação anteriores”, citando na sequência um erro do ex-ministro Fernando Haddad que, certa vez, mencinou uma passagem bíblica que não existia. [3]

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Histórico

Um dos jornais mais antigos do Brasil, o Estado de S. Paulo foi fundado ainda na época do Império, no ano de 1875, quando se chamava ainda A Província de São Paulo. Desde o início, antes mesmo do fim do Império, a publicação já tinha um posicionamento editorial a favor da República.

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