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Em entrevista, Salles critica Amoêdo e processo que fez ser suspenso do NOVO

Ministro do Meio Ambiente do presidente Jair Bolsonaro, Salles foi questionado por outros filiados por afetar a imagem da sigla; segundo ministro, João Amoêdo porta-se como dono da sigla
Foto: Reprodução/YouTube
Foto: Reprodução/YouTube
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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve nesta sexta-feira (1º) no programa Pânico, da rádio Jovem Pan, vestindo uma camisa do Partido Novo. A atitude ocorre um dia após a sigla comunicar seus filiados que aceitou suspender temporariamente a filiação de Salles após uma representação feita no conselho de ética da legenda. [1]

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Ao mencionar a polêmica, Salles disse foi com a camisa “para mostrar que é um membro do NOVO” e levantou suspeitas sobre o processo. Afirmou que inicialmente “quatro pessoas da comissão do Conselho de Ética falaram que não reunia o menor quesito de admissibilidade” o processo, mas houve uma substituição no grupo e o novo membro passou a ter uma opinião destoante dos demais.

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“Curiosamente, prevaleceu o voto desse quarto destoante em vez dos outros três. E esse relator, monocraticamente, decide suspender minha filiação. É uma coisa inacreditável. O partido que diz ter uma regra de governança, ser um exemplo de postura, etc, se deixa ter uma manipulação nesse sentido. Essa manipulação tem uma origem óbvia, então temos que identificar o que está acontecendo por trás disso. Essa é a questão principal”, queixou-se.

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Provocado pelos outros membros do programa para dizer nomes, o ministro abriu o jogo e acusou João Amoêdo, fundador e presidente do NOVO, de portar-se como dono da sigla. “Quem não reza a cartilha do Amoêdo, ele boicota“, acusou.

“[O partido] tem um diretório nacional que é só composto por pessoas que são ligadas a ele e fazem tudo o que ele quer. Ele não ajudou o [Romeu] Zema na eleição pro governo do estado [de Minas Gerais] e quando o Zema foi eleito, sequer foi lá na posse. Brigou com o Matheus Bandeira [ex-candidato ao governo] no Rio Grande do Sul e tem até agora [no partido] uma resolução nova impedindo as pessoas de participarem de movimentos sociais e grupos, porque isso fere a imagem do partido. Ou seja: a pessoa perde até a autonomia da sua pessoalidade em razão disso. É o fim da picada”, queixou-se.

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Salles fez referência a uma resolução do partido que proíbe que filiados tenham “compromisso de reciprocidade [com outras organizações] que possam interferir na atuação política”.

Ao fim , o ministro – que foi candidato pelo NOVO em 2018 – disse que “o partido tem bons princípios e boas regras no sentido de moralizar a vida partidária”. “Isso é bom e foi um dos motivos pelos quais me filiei. O partido dá bom exemplo e tem boa postura. Mas o partido não pode ter dono. O partido que se coloca como sendo um partido moderno, da renovação na política, não pode ter um dono”, disse.

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