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Crise no PSL: após crítica, Bolsonaro diz estar disposto à reconciliação

Presidente foi flagrado pedindo a seguidor que 'esquecesse' o partido e atitude gerou crítica de Luciano Bivar, presidente e fundador da sigla, que afirmou que Bolsonaro já estava afastado
Bolsonaro e Bivar firmaram aliança no início de 2018 para a disputa das eleições presidenciais. Na ocasião, Bolsonaro era deputado federal e procurava sigla para a disputa presidencial. Chegada de Bolsonaro ao PSL acabou com o projeto partidário do Livres (Foto: Reprodução/Facebook)
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Principal partido de direita do país, o PSL entrou em nova crise nesta terça-feira (8) após o presidente Jair Bolsonaro ser flagrado pedindo a um admirador que “esquecesse o partido” e, na sequência, criticado o presidente e fundador da sigla, Luciano Bivar. Em entrevista ao site O Antagonista na tarde desta quarta (9), contudo, o presidente se mostrou disposto à reconciliação. [1][2]

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Admitindo a hipótese de que, ao deixar o partido, “a tendência do PSL é murchar”, Bolsonaro afirmou que não quer “esvaziar o partido”.

Quero que funcione. O PSL caiu do céu para muita gente, inclusive para o Bivar. O que faço é uma reclamação do bem. O partido tem que funcionar, tem que ter a verba distribuída, buscar solucionar os problemas nos diretórios”, disse.

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Crise

Além de suspeitas de irregularidades recaindo em campanhas pontuais do processo eleitoral de 2018, uma das principais queixas apontadas como graves para a crise no partido é o modo como será gerido o dinheiro do Fundo Eleitoral e Partidário a que tem direito.

Por ser a maior bancada da Câmara dos Deputados, o PSL saltou de um partido nanico ao maior do país em termos federais. Quase R$ 1 bi de dinheiro público a sigla deve receber apenas para funcionar.

Sobre a declaração interpretada como crítica ao PSL dada ao , o presidente afirmou que buscou apenas alertá-lo ao risco de campanha antecipada. “O rapaz falou que era candidato a vereador. Se começar a vincular nome a partido, à minha imagem, pode ter problema de campanha”, justificou-se.

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Após as polêmicas declarações de Bolsonaro, Luciano Bivar chegou a declarar que o presidente já estaria afastado do partido e que, talvez, apenas buscasse se desvincular da sigla visando a reeleição.

“A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido”, teria afirmado Bivar para o blog da jornalista Andrea Sadi. [3][4][5]

Apesar da fala com teor conciliatório do presidente, já circulam informações nos principais veículos de imprensa de que a saída de Bolsonaro do PSL já estaria decidida.

Outro aspecto especulado, e há tempos, seria a transferência do núcleo duro do presidente, mais ideológico, a um novo partido. Se no passado a refundação da UDN seria uma possibilidade, agora discute-se que outro destino poderia ser o “Conservadores“, legenda que está em processo de formalização. [6]

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