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NOVO afirma que ministro Ricardo Salles ‘não representa a instituição’

O ministro do Meio Ambiente assumiu o cargo, segundo a nota, sem pedir autorização ao partido, mas resolução que determinaria suspensão da filiação foi decretada após sua posse

- Publicado no dia
Ricardo Salles (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci)

O Partido Novo se manifestou no começo da noite desta quinta-feira (22), em nota oficial replicada pelo próprio João Amoêdo, fundador e referência da legenda, sobre o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A nota alega que, apesar de filiado ao partido, o ministro do governo de Jair Bolsonaro “não representa a instituição”. [1]

O texto começa esclarecendo que Salles “não foi uma indicação do NOVO e, portanto, não representa a instituição”, tendo sido escolhido pelo presidente da República e respondendo diretamente a ele. Esforçando-se por reforçar a ideia de que não integra o governo, o partido informa ainda que “não há qualquer interferência” ou participação da sigla na gestão de Salles, tampouco qualquer contato prévio a respeito de seus “planos, metas e objetivos”.

O NOVO enfatizou ainda que Salles não participa de nenhuma atividade partidária e não exerce nenhum cargo dentro do partido. Ressaltou que seu diretório nacional determinou em maio que qualquer filiado que ocupe cargo público relevante sem indicação do partido deve solicitar suspensão de sua filiação, mas o efeito não é retroativo e portanto a filiação do ministro ao NOVO não pode ser suspensa.

“Os mandatários do NOVO no legislativo e executivo têm atuado com equilíbrio, diálogo e baseado suas políticas públicas e propostas em dados, fatos e evidências”, enfatiza a nota, acrescentando que a mesma postura é esperada de Ricardo Salles.


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Contexto

A manifestação oficial ocorre em momento de forte questionamento ao ministro. A bancada da Rede Sustentabilidade protocolou nesta quinta um pedido de impeachment contra ele no Supremo Tribunal Federal por crime de responsabilidade, por iniciativa do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado. [2]

Ricardo Salles é acusado de violar a Constituição ao alterar a governança do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de perseguição a servidores públicos – por exemplo, no caso da exoneração do fiscal José Olímpio Augusto Morelli, que multou Jair Bolsonaro em 2012, de seu cargo de chefia no Ibama – e de omissão diante das queimadas ao norte do país que vêm ganhando atenção nacional e internacional.

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