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Esquerda critica celebração de governador com morte de sequestrador

Bandido sequestrou ônibus no Rio de Janeiro, mas acabou sendo executado por um tiro de sniper; maior parte dos ativistas considerou acertada ação da PM, mas criticou comemoração de Wilson Witzel

- Publicado no dia
Governador Wilson Witzel celebrou de modo entusiasmado o fim da operação que resultou na morte do sequestrador (Foto: Reprodução/Sputnik)

Diversas lideranças de esquerda criticaram a conduta do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ao celebrar o desfecho do sequestro ocorrido na manhã desta terça-feira (20) em um ônibus no Rio de Janeiro.

Para o jornalista Leonardo Sakamoto, que mantém um blog no portal UOL, a comemoração de Witzel ao descer do helicóptero vibrando com o resultado da operação “é uma das cenas mais deprimentes de um ano cheio de cenas deprimentes”. [1]

“Após a cena protagonizada por Witzel, as redes sociais foram invadidas por pessoas exigindo julgamentos sumários, pedindo carta branca para que agentes públicos assumam o papel de policial, promotor, juiz e carrasco”, analisou.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ), principal nome da esquerda carioca, divulgou uma nota ainda pela tarde. Apesar de considerar que “a polícia agiu de acordo com o que prevê a lei e de forma técnica”, afirmou que a comemoração de Witzel “não contribui em nada para melhorar a Segurança Pública”.

“Equilíbrio e serenidade são atributos essenciais para governar um lugar como o Rio de Janeiro. O episódio deveria mostrar que a política de Segurança Pública pode e deve ser feita dentro da lei, o que não está ocorrendo nas favelas do Estado. Não há o que comemorar”, ponderou. [2]


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O posicionamento mais polêmico, no entanto, veio de outra figura ligada ao PSOL: o ex-deputado federal Jean Wyllys. No Twitter, Wyllys levantou, indiretamente, a hipótese de que o sequestro do ônibus teria sido armado.

“Um sequestro feito por um sequestrador com arma de brinquedo é providencial demais para um governador questionado e contestado nos últimos dias por causa de uma desastrosa e violenta política ‘de segurança’ nas favelas”, comentou. [3]

Posicionamento dos liberais

O deputado estadual Chicão Bulhões (NOVO/RJ), o mais votado do Partido Novo no estado e associado ao Livres, parabenizou a Polícia Militar pela operação. O parlamentar, contudo, afirmou que o dia é triste e não de comemoração, em indireta à entusiasta celebração de Witzel. [4]

Já o deputado Alexandre Freitas (NOVO/RJ), além de parabenizar o Bope, retuitou um comentário feito pelo youtuber libertário Raphael Lima. No tweet, Lima afirma que “para o libertarianismo, a regra é clara: ameaçou a vida dos outros? Botou a vida na linha. Se levar um tiro de sniper, nada de errado”. [5]

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