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Em meio ao debate da reforma tributária, Receita pode ter troca de comando

Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra foi autor de declarações que incomodaram o presidente Jair Bolsonaro, como a volta da CPMF e imposto para igrejas, e é considerado um mau articulador político
Marcos Cintra, secretário de Receita do Ministro Paulo Guedes (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Marcos Cintra, secretário de Receita do Ministro Paulo Guedes (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, pode ser uma das próximas baixas do governo Jair Bolsonaro. A pasta tem sido alvo de críticas de diversas frentes políticas, tanto pelo aspecto de investigações imotivadas quanto por questões ideológicas. [1]

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Sobre a primeira razão, destaque para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, do início de agosto. Ele determinou a suspensão de 133 procedimentos de investigação instaurados contra pessoas físicas, entre as quais ministros da própria corte. Segundo a decisão, havia falta de critérios objetivos para escolher os alvos dos procedimentos. [2]

A razão ideológica, por sua vez, se dá por debates sobre o modelo de reforma tributária que advirá. Nesse sentido, além da discussão sobre o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA ou IBS) versus uma nova contribuição por movimentação financeira, há a análise sobre a importância de se ter um bom articulador político – o que Cintra não é considerado.

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Marcos Lisboa, do Insper, teria segundo a revista Crusoé sugerido a indicação do ex-deputado federal Rogério Marinho, atualmente à frente da Secretaria de Previdência Social, para o posto comandado por Cintra. O êxito da reforma da Previdência na Câmara é um dos fatores que qualificariam ele para o novo posto. [3]

Lisboa, aliás, que é próximo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é um dos principais críticos ao modelo de contribuição por movimentação financeira, cuja proposta já foi aventada por Paulo Guedes, Marcos Cintra, estimulada pelo movimento Brasil 200 e deputados como Luís Miranda (DEM/DF), que afirma que o modelo é defendido pelos auditores fiscais. “Porque era possível rastrear as transações financeiras das lavagens de dinheiro, dos esqueminhas, das corrupções”, disse o parlamentar em vídeo divulgado na manhã desta terça-feira (20). [4]

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