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Uma das tendências que dividem os liberais hoje deverá definir futuro do movimento, opina diretor do Livres

Artigo do jornalista Mano Ferreira, diretor de comunicação do Livres, propõe uma reflexão crítica sobre o liberalismo e as tendências de os liberais atuais apoiarem ou não o governo, limitando-se à agenda econômica

- Publicado no dia
Mano Ferreira é jornalista e diretor de comunicação do Livres (Foto: Reprodução/Facebook)

O jornalista Mano Ferreira, diretor de comunicação do movimento Livres, opinou em artigo publicado nesta sexta-feira (2) no portal Estadão que a disputa sobre a postura dos liberais no governo Bolsonaro poderá ter impacto no futuro do movimento liberal no país. [1]

Segundo Mano, a primeira tendência seria que caberia aos liberais a aplicação do “receituário político-econômico de redução do Estado e liberação dos mercados, sem posições sobre aspectos morais e com única preocupação de preservação da propriedade privada”.

A segunda, por sua vez, seria uma “visão de mundo inaugurada na reflexão moral sobre liberdade individual, derivada em valores como tolerância, pluralismo e humildade intelectual”.


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O jornalista reconhece que os liberais mais adeptos à primeira visão têm tentação de “aderir a um governo que reúne um superministério da Economia sob o comando de Paulo Guedes e uma equipe repleta de quadros cuja formação inclui uma longa estrada nos movimentos liberais”.  Por lado, citando Lord Acton, opina que “o poder corrompe” e, por isso, provoca que “o governismo deturpa o liberalismo”.

Para ele, “as ideias de liberdade contemplam valores que levaram a laicidade do Estado, liberação da ciência e fim do absolutismo monárquico”, elementos que seriam antagônicos a algumas posturas do presidente Jair Bolsonaro – entre elas, a pré-disposição, por exemplo, de indicar ao Supremo Tribunal Federal um ministro “terrivelmente evangélico”.

“O entendimento que sairá majoritário dessa disputa de visões deve definir o futuro do liberalismo no Brasil pelas próximas décadas”, enxerga Mano.

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

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