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Governo privatiza controle da BR Distribuidora, segunda maior empresa brasileira em faturamento

Com o anúncio, Petrobras deixa de ter 71,25% para ter 41,25% da companhia e, com isso, perde o controle da maior empresa de distribuição de combustíveis do Brasil e segunda maior nacional em faturamento
Modelo de posto da BR (Foto: Divulgação)

Modelo de posto da BR (Foto: Divulgação)

O Conselho de Administração da Petrobras anunciou na noite desta terça-feira (23) que aprovou a venda de 30% da subsidiária Petrobras Distribuidora, braço de distribuição de combustíveis da estatal. O resultado da venda será, na prática, a privatização do controle da companhia, conhecida pelos Postos BR e pela marca “BR Distribuidora”. Atualmente, a Petrobras Distribuidora é a segunda maior empresa em faturamento do Brasil e líder no mercado nacional de distribuição de combustíveis. [1]

Com cada ação vendida ao preço de R$ 24,50, a medida deve gerar um caixa estimado de R$ 8,56 bilhões para a Petrobras, que atualmente detém o controle de 71,25% da BR e passaria a ter apenas 41,25%. A BR Distribuidora passou a ser listada na bolsa de valores em 2017, durante o governo Michel Temer, com a primeira venda de 28,75% do capital da empresa. [5][7]

A medida, que já vinha sendo especulada antes mesmo de o presidente tomar posse, ocorre após o Supremo Tribunal Federal garantir em junho que o governo tem total autonomia para privatizar subsidiárias das estatais, necessitando apenas da autorização do Congresso para a venda de empresas públicas criadas por lei. [2]





O anúncio da privatização da BR Distribuidora veio no mesmo dia do lançamento do programa “Novo Mercado de Gás”. O objetivo da iniciativa do governo federal é quebrar monopólios no abastecimento do combustível e, com isso, reduzir o preço final ao consumidor. [3]

Nas redes sociais, o anúncio da privatização da BR Distribuidora foi celebrado por liberais. Presidente do Partido Novo, João Amoêdo considerou que a medida “incentivará a entrada de novos concorrentes no setor” e advogou pela venda total da empresa.

“O próximo passo deveria ser a privatização completa da empresa. O Estado não deve ser sócio de empreendimentos”, disse. [4]

A oposição, contudo, reagiu. Ciro Gomes (PDT), ex-candidato à presidência da República, rotulou a iniciativa como uma “fórmula que os criminosos entreguistas de Brasília encontraram para dar a Petrobras para o capital estrangeiro”. [6]









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