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Ecoterrorista revelou existência de plano para assassinar Jair Bolsonaro, diz revista

Braço brasileiro de grupo terrorista internacional que advoga por métodos violentos para proteger o meio ambiente estaria de olho no presidente e pelo menos dois ministros

- Publicado no dia
Local em Santiago, no Chile, em que o ITS afirmou ter colocado bomba em janeiro deste ano (Foto: Reprodução / ADN 91.7)

A Revista Veja veiculou nesta sexta-feira (19) uma matéria capaz de causar furor: uma entrevista com um suposto terrorista. O autodeclarado criminoso revelou ter participado de um plano para assassinar o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades públicas brasileiras – e continuar alimentando essa pretensão. [1]

A reportagem afirma que a Polícia Federal vem há seis meses procurando por integrantes da Sociedade Secreta Silvestre (SSS), que seria o braço brasileiro do grupo dos Individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), organização internacional “que se diz ecoextremista e é investigada por promover ataques a políticos e empresários de vários países”. Um dos líderes, identificado como “Anhangá”, teria sido o interlocutor da publicação.

Segundo a revista, Anhangá conversou com a Veja através da deep web, uma área da Internet de difícil rastreamento. Ele informou que o grupo tem o presidente do Brasil como seu alvo desde a posse em Brasília, mas o forte esquema de segurança inibiu a execução do plano original. O suposto terrorista afirmou que Bolsonaro e toda a sua família devem ser mortos por ameaçar o meio ambiente e a Amazônia.

“Bolsonaro e sua administração têm declarado guerra ao meio ambiente, à Amazônia especialmente, tem feito de órgãos que teoricamente deveriam proteger a natureza catapultas para negócios danosos, facilitadores de exploração mineira, madeireira, caças, agropecuária, etc”, declarou. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, também estariam na lista de alvos da SSS.


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Origem do ITS e outras evidências

A matéria da Veja afirma que o ITS foi fundado no México em 2011. Em 2013, a Wired publicava que o grupo terrorista havia lançado um manifesto contra a nanotecnologia e tinha por objetivo a extinção da civilização e da tecnologia moderna e o regresso à vida selvagem. [2]

Além das declarações de Anhangá, o texto informa ainda que o inquérito do STF sobre ameaças à instituição reuniu evidências de que havia um plano terrorista contra os ministros da Corte. A divisão nacional do grupo seria responsável também por pelo menos três tentativas de atentados a bomba em Brasília.

A revista pontuou que os comunicados e vídeos do ITS são publicados em um site chamado Maldición Eco-extremista, com tradução para diversos idiomas, e que foi através dele que a Veja solicitou a entrevista. “Um e-mail criptografado, de um servidor localizado na Suíça, indicou um endereço eletrônico para o qual deveriam ser enviadas as perguntas. Pouco tempo depois, Anhangá apareceu e disse que estava à disposição para esclarecer as dúvidas da reportagem”, relata o texto da Veja.

Depois, a entrevista aconteceu em um chat privado cujas mensagens eram destruídas após 24 horas. A Veja atesta que a televisão francesa TV5Monde utilizou o mesmo caminho para entrevistar o fundador mundial do ITS, identificado como “Xale”.

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