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Escola Sem Partido anuncia suspensão de atividades nas redes sociais

Projeto idealizado em 2003 pelo procurador paulista Miguel Nagib buscou ao longo de sua história conscientizar a sociedade sobre a doutrinação ideológica em sala de aula e propor soluções para o problema
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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O projeto Escola Sem Partido, coordenado por Miguel Nagib, anunciou na noite desta terça-feira (16) que suspenderá as atividades nas redes sociais a partir do dia 1º de agosto. Segundo a nota divulgada em sua página do Facebook, a medida se deve por “absoluta falta de apoio”. [1]

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“Daí para frente, denúncias, pedidos de socorro e orientação deverão ser dirigidos ao MEC, secretarias de educação, Ministério Público e políticos que se elegeram com a bandeira do ESP”, afirma o texto.

Em comentário da publicação, a entidade ressaltou que o apoio a que se refere diz respeito não ao engajamento nas redes sociais, mas sim de “ajuda profissional” que “exige uma fonte estável de custeio”.

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“O Escola Sem Partido tem muitos simpatizantes e defensores. Mas quem cuida das páginas, lê e responde e-mails, escuta os áudios, edita os vídeos, redige as petições, denúncias e pareceres, dá palestras e entrevistas, e arca com todas as despesas é uma só pessoa. Uma causa tão importante, com adversários tão numerosos e poderosos, não pode ser defendida dessa forma”, lamentou-se as organização.

Fundada em 2003 pelo procurador paulista Miguel Nagib, o movimento buscou ao longo de sua história conscientizar a população sobre a doutrinação política em sala de aula e estabelecer uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar. A medida foi proposta em diversas instâncias de governo e alvo de polêmicas.

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