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Por disputa de espaço político, correntes de direita se chocam nas manifestações

Nas manifestações de São Paulo e do Rio de Janeiro, MBL foi criticado por ativistas e grupos organizados de viés pró-Bolsonaro e polícia precisou intervir para evitar ampliação da confusão
Grupos chegaram a se estranhar em São Paulo, mas confusão foi interrompida pela Polícia Militar (Foto: Reprodução/Facebook)
Grupos chegaram a se estranhar em São Paulo, mas confusão foi interrompida pela Polícia Militar (Foto: Reprodução/Facebook)
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As manifestações ocorridas no último domingo (30) em defesa da Operação Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro evidenciaram a crescente tensão entre grupos políticos alinhados à direita.

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Nos atos ocorridos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo, ocorreram atos de hostilidade e até agressão física entre ativistas do Movimento Brasil Livre e militantes de grupos pró-Bolsonaro, que chegaram a preparar faixas contra o MBL.

Nas redes, as hostilidades públicas já haviam aumentado após o Movimento Brasil Livre, em maio, não endossar as manifestações do dia 26, de caráter pró-governo. Naquela ocasião, não havia tido início os vazamentos do blog The Intercept e o MBL criticou as pautas que grupos bolsonaristas pretendiam levar às ruas.

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Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite do domingo (30), o coordenador nacional do MBL, Renan Santos, analisou que está havendo uma “escalada no discurso”.

“Esse pessoal quer treta dentro da direita. Basicamente, não conseguem conviver com pessoas que pensam diferente”, opinou. “Em cinco anos de manifestações, nunca tivemos isso. Os problemas que tivemos até aqui haviam sido só com o PCO e com o MST”.

O coordenador também afirmou em vídeo que os grupos que atacaram o MBL e criaram confusão seriam ligados diretamente a parlamentares do PSL. “Trata-se de gente que quer ocupar todo espaço político para mandar de forma dura e agressiva. Isso nós não vamos aceitar”, concluiu.

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A versão, porém, é contestada por alguns dos grupos envolvidos na confusão e críticos ao MBL, como o “Direita São Paulo”. Nas redes sociais, a entidade atribui a agressão ao MBL. “Todos foram para cima do Direita São Paulo. Pessoal indo de torto à direita atacando. Só brutamontes”, descreveu um narrador do grupo enquanto analisa trechos de vídeos do momento.

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