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Nas redes sociais, Brasil 200 considera ‘sensato’ atribuir crime a jornalistas

Arte divulgada nas redes sociais do hoje Instituto Brasil 200, dirigido por Gabriel Kanner e Joice Hasselmann, celebra suposta declaração do vice-presidente Hamilton Mourão sobre trabalho do ‘The Intercept’

- Publicado no dia
Lançamento da Frente Parlamentar Brasil 200 na Câmara (Foto: Reprodução/Facebook)

O movimento Brasil 200, surgido para endossar a pré-campanha de Flávio Rocha à presidência da República em 2018 e que diz ter um programa liberal, publicou nesta quinta-feira (28) uma arte em suas redes sociais atribuindo que é “sensato” dizer que o blog The Intercept cometeu um crime. [1]

Editado pelo jornalista Glenn Greenwald, o veículo tem divulgado conversas vazadas entre procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro. O mesmo material já foi divulgado por outros veículos, como a BandNews FM – mais especificamente, pelo jornalista Reinaldo Azevedo – e pelo jornal Folha de S. Paulo.

 

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A arte do Brasil 200 faz referência a uma declaração ambigua do vice-presidente Hamilton Mourão sobre o caso. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quarta-feira (26), o general da reserva comentou a situação da seguinte forma:

“O que estamos vendo é um ato criminoso sendo divulgado sequencialmente sem que a imensa maioria da população entenda se aquelas frases estão dentro de um contexto, se aqueles dados são realmente reais, quer dizer, não foram periciados”, disse.

Diversos veículos reportaram a declaração como se Mourão estivesse se referindo à divulgação dos diálogos como crime, e não ao suposto hacker que invadiu celulares. A ambiguidade foi reforçada por uma reportagem publicada pela “Agência Brasil”, veículo ligado à estatal EBC. [2][3]

Brasil 200

Agora formalizado como Instituto Brasil 200, a entidade é dirigida atualmente por Gabriel Kanner, ex-ativista do MBL e sobrinho do Flávio Rocha, dono da Riachuelo. Em 2018, chegou a disputar uma vaga como deputado federal por São Paulo pelo PRB. Mesmo com uma campanha com R$ 2,3 milhões gastos, obteve menos de 30 mil votos e não foi eleito. [4]

Em 2019, a entidade se remodelou para atuar nas vias institucionais. A deputada federal Joice Hasselmann (PSL/SP) foi escalada para ser o principal rosto do movimento no Congresso, que ganhou ainda uma frente parlamentar.

“Agora, a gente começa uma agenda muito intensa para rodar o Brasil para defender as ideias liberais na área da economia e conservadoras nos costumes. Esse é o Brasil que queremos, ponto final, assim que vai ser”, disse Joice em transmissão ao vivo, pedindo ainda a união dos que “confiam nas ideias liberais”.

Liberdade de Imprensa

A Constituição Federal de 1988 prevê, entre seus pontos mais liberais, ampla liberdade à imprensa. Em seu artigo 220, por exemplo, afirma que a “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação”. Também passou a ser vedada “qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.

Os profissionais de comunicação também podem manter em sigilo as suas respectivas fontes de informação. De tão importante à liberdade de imprensa, este inciso está incluído até no artigo 5º da Carta, que trata de direitos fundamentais.

Quando questionado sobre estar vazando diálogos provavelmente advindos de forma criminosa, os jornalistas envolvidos nas reportagens afirmam que estão periciando todo o material e que apenas estão vazando conteúdos de interesse público.

Além da Folha de S. Paulo, outro veículo tradicional se juntará à divulgação dos materiais nos próximos dias: a revista Veja.

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