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Ex-chavista, deputado venezuelano cogita Portugal como mediador da crise no país

Parlamentar destacou ainda que intervenção militar na Venezuela pelos Estados Unidos “não é possível” e que Maduro mantém-se no poder enquanto tiver apoio dos militares e de outras potências internacionais

- Publicado no dia
No final de abril, Juan Guaidó tentou promover uma rebelião na Venezuela, mas não obteve apoio suficiente dos militares (Foto: Fernando Llano/AP)

Diante da cada vez mais caótica crise venezuelana, o deputado Juan Barreto – ex-filiado ao partido de Hugo Chávez e hoje ligado a outro movimento político –  especulou neste domingo (23) que Portugal poderia atuar na mediação da crise política da Venezuela. A informação foi repercutida nos principais sites de notícias lusitanos. [1][2]

“Embora Portugal sempre tenha se mantido distante dos assuntos internacionais e tenha uma posição de não-intervenção, pode vir desempenhar um papel extraordinário a partir da União Europeia”, comentou o parlamentar. Portugal, no entanto, já reconheceu Juan Guaidó como presidente da Venezuela em janeiro. [3]


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Juan Barreto (Foto: Reprodução/EP Mundo)

O político, que apoiou Hugo Chávez no passado, afirma que “enquanto Maduro tiver o apoio majoritário das Forças Armadas, que têm sido privilegiadas pelo governo, se manterá no poder”. Para ele, por isso, uma saída da crise precisa ser feita pela negociação.

“Não é possível uma intervenção militar norte-americana. Do ponto de vista geográfico, a Venezuela é muito grande. Os EUA não invadem países muito grandes: o Irã e o Vietnam são apenas uma quinta parte da Venezuela”, opinou, destacando ainda que Rússia, China e Turquia, países “de peso do ponto de vista militar e geopolítico”, estão do lado de Maduro.

Para Barreto, “EUA, Inglaterra e a União Europeia devem entender que o seu papel é pressionar para uma saída negociada e garantir que essa saída se leve a cabo”. E, ao mesmo tempo, a oposição “joga em termos maximalistas, tudo ou nada”.

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