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Organização criminosa com braços na Rússia e em Dubai pode ter realizado invasão hacker, diz revista

De acordo com a publicação em matéria divulgada na noite desta quinta-feira (20), uma organização criminosa internacional envolvendo Edward Snowden pode estar por trás de tudo

- Publicado no dia
A PF suspeita que Edward Snowden pode estar envolvido no caso, segundo a IstoÉ (Foto: Reprodução / Business Insider India)

O site da revista IstoÉ publicou na noite desta quinta-feira (20) uma matéria sobre os avanços das investigações da Polícia Federal a respeito da invasão hacker aos celulares dos procuradores da Operação Lava Jato. [1]

De acordo com o texto, uma trama complexa envolvendo braços internacionais pode estar por trás do plano que violou as conversas entre os integrantes do Ministério Público e o ex-juiz Sérgio Moro.

O longo texto relata que a PF pretende emitir nas próximas semanas “uma contundente resposta ao que classifica de ação orquestrada perpetrada por criminosos de alto calibre”. Segundo agentes, a Polícia já teria encontrado conexões no Brasil, especialmente em Santa Catarina, e na Rússia e Dubai, nos Emirados Árabes.

A possível parceria Snowden-Slavic-Surov-Greenwald 

A principal linha de investigação aponta para uma articulação entre bilionários e um espião russo e ninguém menos que Edward Snowden.A IstoÉ relata que o famoso analista de sistemas Edward Snowden, que vazou informações do sistema de vigilância global da Agência de Segurança Nacional americana e vive refugiado na Rússia, se aproximou dos irmãos bilionários Nikolai e Pavel Durov, criadores do Telegram que residem em Dubai. Ele pode ter usado essa proximidade para ter acesso às contas dos procuradores brasileiros na plataforma de mensagens.

O hacker russo Evgeniy Mikhailovich Bogachev, procurado pelo FBI por crimes cibernéticos, teria recebido US$ 308 mil em bitcoins, que poderiam ser uma contrapartida financeira por atuar no processo de invasão. Seu nome havia sido mencionado por um perfil anônimo no Twitter que circulou pelas redes sociais, o chamado “Pavão Misterioso”, mas a IstoÉ confirma que, apesar de “parecer inverossímil” por conter “erros de grafia e tradução”, a PF considera que a pista era séria e há indícios de que o hacker pode estar ligado a Snowden.


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Com o codinome “lucky12345”, Evgeniy, segundo um relatório de segurança ucraniano, atua sob a supervisão de uma unidade da espionagem russa. O jornalista Glenn Greenwald, dono do site The Intercept, que tem publicado os vazamentos, entraria na organização porque já atuou antes em parceria com Snowden, divulgando seus vazamentos em veículos americanos e recebendo os prêmios Pulitzer e Esso por isso.

Enquanto Snowden se asilou na Rússia, protegido por Vladimir Putin, Greenwald veio para o Brasil, casando-se com o hoje deputado federal do PSOL David Miranda. Snowden é presidente de uma associação, a Freedom of the Press Foundation, de que Greenwald é um dos fundadores.

O possível motivo do crime

A motivação da orquestração criminosa seria, para a Polícia Federal, provavelmente ideológica. Os bilionários irmãos Durov estariam enfurecidos “com a proverbial predileção do presidente Jair Bolsonaro por Israel em detrimento aos árabes”.

Por isso, sendo Bolsonaro beneficiado politicamente pela Lava Jato, eles teriam compreendido que “desmoralizar o juiz e a Lava Jato significaria enfraquecer o bolsonarismo e trazer a esquerda lulista de volta ao jogo”. Essa tese colocaria Greenwald, simpatizante do Partido dos Trabalhadores, como “a ponta final da operação comandada pelo trio Snowden, Slavic e Durov”.

Suspeitos em Santa Catarina

Em paralelo à linha principal de investigação, uma organização criminosa atuante em Santa Catarina também estaria no rol dos suspeitos, segundo a revista. Na terça-feira (18), a PF realizou a operação “Chabu” em Florianópolis, cumprindo sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão para desarticular uma quadrilha que vinha quebrando sigilos de autoridades no estado para o vazamento de operações policiais e ações de órgãos públicos. O grupo também pode ter envolvimento no hackeamento dos celulares dos procuradores do Paraná.

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