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Em entrevista a Ratinho, Moro opina que invasão hacker visou prejudicar Lava Jato

Ex-juiz federal e hoje Ministro da Justiça é alvo de reportagens investigativas do site ‘The Intercept’, que alega ter recebido 1.700 páginas de conversas privadas de pessoas ligadas à Operação Lava Jato

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/SBT

Foi ao ar na noite desta terça-feira (18) uma entrevista exclusiva do ministro Sérgio Moro ao apresentador Ratinho, do SBT. Moro falou sobre o vazamento de suas conversas e especulou sobre o vazamento das mensagens.

“Todos nós devemos nos preocupar porque [a invasão hacker] foi um ataque às instituições. Não apenas eu fui alvo disso. Procuradores da [Operação] Lava Jato, jornalistas, possivelmente até parlamentares. Foi um ataque orquestrado. A Polícia Federal está investigando. Minha opinião é que foi um grupo criminoso organizado cujo objetivo foi obstacularizar os avanços da Operação Lava Jato. Quanto às mensagens, não posso confirmar [se foram minhas]. Mas estou tranquilo, tenho certeza da minha lisura”, afirmou Moro.


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Ratinho comentou ainda o caso do suposto grupo hacker “Pavão Misterioso”, cujas acusações foram propagadas nas redes sociais por grupos de direita-conservadora e tentam associar o jornalista Glenn Greenwald, dono do site The Intercept, a um hacker russo e à compra do mandato do ex-deputado federal Jean Wyllys.

“O que eu ouvi foi [que está acontecendo] até ações de contra-inteligência. Semana passada, um hacker invadiu e começou a fazer brincadeiras, passando uma ideia de que era um adolescente. Também disseram que foi alguém que traiu [vazando mensagens]. A verdade é que existe um grupo organizado que pode ter como objetivo anular condenações. O objetivo [deles] foi muito grave, além de atacar as instituições”, opinou.

Sobre o Pacote Anti-Crime, Moro afirmou que tem conversado com parlamentares, mas que a prioridade do Congresso no momento é a deliberação sobre a reforma da Previdência:

“A questão do Congresso é sobre debate, convencimento. O que eu posso dizer é que tem muitos parlamentares que têm dado esse apoio e existe a ideia de que, tão logo resolvida a questão da [reforma da] Previdência, dê-se um salto para [debater] o Pacote Anti-Crime. O patamar de criminalidade no Brasil é muito alto. Nós temos que mudar esse quadro e embora haja muita divergência, precisamos endurecer [as penas contra] a criminalidade mais alta – a corrupção, o crime organizado e o crime violento”, opinou, defendendo ainda a melhoria da investigação.

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