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Trineto de D. Pedro II acusa Dom Bertrand de radicalismo e fundamentalismo

Dois descendentes da família de D. Pedro II e da Princesa Isabel pertencem aos dois ramos rivais, Vassouras e Petrópolis; João Henrique atacou a vinculação de Dom Bertrand a associação católica

- Publicado no dia
João Henrique (Foto: Reprodução / Sentinela Lacerdista)

A existência de uma histórica rivalidade entre os ramos de Petrópolis e Vassouras que dividem os descendentes da família real brasileira é antiga. Nesta terça-feira (11), o mais midiático representante do ramo de Petrópolis, João Henrique, concedeu entrevista à Folha em que acusou Dom Bertrand, irmão de Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial, de não representar os valores da dinastia. [1]

Ambos são trinetos do imperador D. Pedro II, mas têm visões bastante diferentes sobre qual deveria ser o papel da dinastia Orleàns e Bragança em uma eventual restauração da monarquia, bem como na militância monarquista. “Bertrand não representa a família e nem os valores que temos desde Dom Pedro I”, afirmou João Henrique.

Segundo ele, grande parte da população mundial “está se voltando à direita, mas é uma direita radical, não tolerante”, na qual estariam os “radicais fanáticos da direita bolsonarista”. Nesse contexto, Dom Bertrand, filiado à Tradição, Família e Prosperidade, definida por João Henrique como “uma vertente fundamentalista da religião católica que é condenada pela Igreja”, estaria alinhado a valores radicais e antiliberais.

Ele enfatizou que o monarca deve defender a laicidade estatal e o respeito a todas as religiões, bem como deve valorizar o diálogo e o suprapartidarismo. “Dom Pedro II era respeitado por liberais e conservadores porque nunca tomou partido, sempre lutou pelo cumprimento da constituição. (…) É um dever histórico da família real servir ao país e acompanhar as mudanças culturais e sociais”, disse, alfinetando as ideias que Dom Bertrand tem expressado nos últimos anos em entrevistas e declarações públicas.


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O governo Bolsonaro

João Henrique também disse que, apesar dos radicais, está torcendo pelo sucesso do governo de Jair Bolsonaro. “Torço pelas reformas necessárias que todos os governos, de variados partidos, tentaram e não fizeram. Reformas econômicas, diminuindo os gastos inúteis de um estado inchado. Ministérios como o do Meio Ambiente, Educação, Relações Exteriores e Direitos Humanos me parecem, frequentemente, medievais”, pontuou.

Ele também lamentou que o governo “esteja gastando capital político na liberação de armas e na discussão sobre assento para bebês”. Apontou a Hungria, a Polônia e a Venezuela como exemplos de ditaduras que provocaram o colapso da democracia “por meio da própria democracia”, mas não teme que o Brasil corra o mesmo risco, porque  “temos instituições fortes e uma opinião pública democrática”.

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