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Paulo Guedes e Bolsonaro admitem que moeda única com Argentina é cogitada

Declaração surpreendeu analistas e empresários, mas pode ser ser aceno político de Bolsonaro para ajudar a reeleição do presidente Maurício Macri em outubro; argentinos são descrentes no sistema bancário nacional
Jair Bolsonaro ao lado do presidente argentino, Maurício Macri (Foto: Marcos Corrêa/PR)

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Jair Bolsonaro ao lado do presidente argentino, Maurício Macri (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Por ocasião da viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira (6) à Argentina, um tema até então pouco explorado surgiu à mesa: a possibilidade de, no futuro, ambos os países compartilharem uma moeda única. [1][2]

“O Paulo Guedes deu o primeiro passo para o sonho de uma moeda única na região do Mercosul. É o peso-real”, disse Bolsonaro, que, questionado se o Brasil ganharia ou perderia com a política, afirmou que uma moeda única seria um casamento onde “todos perdem uma coisa e ganha outra”.

O ministro Paulo Guedes, por sua vez, afirmou a jornalistas que quem mais deseja a moeda são os argentinos, que estariam “animadíssimos”. “Nós estamos ainda pensando, conversando, conjecturando. Mas eles já abraçaram aparentemente a ideia. Antes, porém, é preciso haver uma convergência de políticas antes”, opinou, complementando também que seria possível estabelecer uma moeda única rapidamente.

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Guedes frisou ainda que, para a política dar certo, seria preciso que os países envolvidos fizessem um duro ajuste fiscal. E elogiou a Argentina que, segundo ele, pode zerar o déficit em 2019, enquanto que a condição econômica do Brasil pode estar “pior ainda” se a reforma da Previdência não for aprovada. E afirmou que a Alemanha ganhou competitividade quando juntou-se ao Euro.

De acordo com o divulgado pelo portal UOL, o tema de moeda única teria sido também discutido anteriormente, na viagem oficial do presidente Bolsonaro à Washington (EUA), em março. O próprio Ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, teria também levantado esse assunto em visita a Guedes no Rio de Janeiro no meio de maio.

Apesar da declaração de Guedes e do presidente Jair Bolsonaro, o Banco Central, em nota, afirmou que não há estudos em andamento.

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