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Eduardo Bolsonaro comemora medida protecionista como ‘livre mercado’

Declaração do deputado federal do PSL foi para celebrar fim da importação de bananas do Equador e gerou críticas de diversos internautas e organizações liberais, como o Livres e ILISP
Eduardo Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
Eduardo Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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Um comentário do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) nesta quinta-feira (6) despertou dúvidas, curiosidade e crítica de internautas no Twitter. É que o parlamentar celebrou o fim de uma portaria do governo federal que importava bananas do Equador e emendou que a medida era “a favor do livre mercado”. [1]

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“A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, revogou a portaria que importava bananas do Equador. Vale do Ribeira e Santa Catarina agradecem. Trata-se de uma medida a favor do livre mercado e responsável do nível fitossanitário. Produtores e consumidores também agradecem. É o presidente da República, Jair Bolsonaro, cumprindo suas promessas”, escreveu o parlamentar.

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Internautas criticaram a declaração. “Proibir importação e livre mercado. Escolhe um, os dois não dá”, escreveu um perfil. Outro disse que a medida era protecionista. “Não vou nem entrar no mérito se é bom ou ruim, só acho que tem que usar os termos corretos”.

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Organizações liberais também decidiram entrar no debate. Enfático em seus posicionamentos, o perfil “Instituto Liberal de São Paulo” respondeu ao parlamentar que “usar o Estado para proteger a produção nacional dos concorrentes internacionais é o exato oposto de livre mercado”. E complementou: “Por que consumidores agradeceriam por menos opções no mercado e bananas mais caras? Promessa estúpida!”. [2]

O movimento Livres, por sua vez, afirmou que Eduardo Bolsonaro praticava a “Novilíngua”. “É o idioma criado por autoritários no romance de George Orwell [1984] onde o sentido das palavras é pervertido pelo oposto. Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é Força. Era o lema do partido governista”, publicou o movimento, que sintetizou que “no bolsonarismo, restringir importação é livre mercado”. [3]

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