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Prisão de Lula e queda de Dilma são vistas como sinais de perigo à democracia em trailer de filme no Netflix

O filme termina com a aparição do presidente Jair Bolsonaro se dizendo cada dia “mais forte perante a opinião pública” e desenha quadro perigoso para a vida pública brasileira

- Publicado no dia
Cena do trailer do filme que mostra a divisão de manifestações em Brasília (Foto: Reprodução / Youtube)

O filme “Democracia em Vertigem”, exibido no Festival de Sundance 2019 e elogiado por diferentes veículos da crítica estrangeira, teve trailer divulgado pelo Netflix. O filme estreia dia 19 de junho na plataforma – e o trailer exibe supostos sinais de que a democracia brasileira estaria em risco.

O filme é dirigido por Petra Costa, que o apresentou como uma produção com abordagem muito pessoal, mostrando os acontecimentos sob a sua perspectiva. Em sua conta no Twitter, ela deixa claras posições como a simpatia à criminalização da homofobia, o controle de armas de fogo e a crença na presença de um racismo significativo na sociedade brasileira.

Entretanto, o filme também conta com imagens de bastidores das votações do impeachment da ex-presidente Dilma e até entrevistas dela e do ex-presidente Lula. O trailer se inicia com a cineasta dizendo que tem quase a mesma idade da democracia brasileira e mostrando imagens da primeira eleição de Lula, quando tinha 19 anos. “Parecia um grande passo para a nossa democracia. (…) Para sucedê-lo, ele escolhe Dilma Rousseff, que se torna nossa primeira presidente mulher. Parecia uma mudança de símbolos”, ela diz, enquanto uma imagem das gravuras dos presidentes históricos do Brasil surge na tela. [1]

A cineasta diz então que algo no tecido social brasileiro começou a mudar e o país se dividiu em duas partes. Ela admite que o PT foi pego em um escândalo de corrupção, mas diz: “uma presidente destituída, um presidente preso, a nossa democracia está desmoronando”. Ao final, o presidente Jair Bolsonaro aparece, ainda nas eleições, dizendo estar cada dia “mais vivo perante a opinião pública”, e a cineasta encerra: “Eu temo que a nossa democracia tenha sido apenas um sonho efêmero”.


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