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Estudo avalia que política econômica de Dilma custou R$ 7,4 trilhões até 2018

Governo petista adotou um programa de medidas intervencionistas visando "aumentar o crescimento" e abandonando a antiga política baseada em metas de inflação e geração de superávits primários
Foto: JornaBest
Dilma Rousseff (Foto: Reprodução / Exame)
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Estudo inédito realizado pelo professor do Insper e consultor da 4E consultoria, Juan Jensen, avalia que a Nova Matriz Econômica, política econômica intervencionista implementada nos governos do PT, teria custado um total acumulado de R$ 7,4 trilhões de PIB. O período analisado abrange o início da implementação do programa, no início da crise global de 2009, até o ano passado (2018).

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O estudo de Jensen, publicado na coluna de opinião do site Money Times, avalia que o PIB brasileiro, sem a Nova Matriz Econômica, teria alcançado o nível de R$ 8,6 trilhões em 2018, e não R$ 6,8 trilhões no observado. Este seria o cenário alternativo “se tivéssemos continuado a fazer o ‘arroz com feijão'”, que consistiria na manutenção do “equilíbrio fiscal e dos demais componentes do tripé da política econômica”. [1]

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Segundo o artigo do pesquisador, entre 1999 e 2010, o Brasil registrou crescimento de 3,5% ao ano, um número semelhante a demais países vizinhos da América Latina. Este período, avalia Jensen, corresponde aos anos em que o Brasil adotou o tripé de política econômica, voltado para a geração de superávits primários e baseado no sistema de metas de inflação.

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A política do tripé econômico, ainda segundo Jensen, seria substituída pela Nova Matriz Econômica a partir de 2011. O programa adotou uma série de medidas intervencionistas sobre a economia, visando “aumentar o crescimento doméstico num contexto de certa fraqueza da economia global após a crise de 2008/09”. Entre as medidas intervencionistas adotadas estavam  políticas de subsídios de preços da eletricidade e combustíveis, desonerações de tributos à industria, juros baixos incentivados por bancos públicos e política cambial de desvalorizações.

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Jensen considera que estas medidas teriam agravado as contas públicas e o grau de endividamento público.

“Com alguns desequilíbrios já aparentes, como a alta da inflação, o governo decidiu subsidiar alguns preços, como energia e combustíveis, piorando o problema fiscal, que sai de superávits primários acima de 3% do PIB para recorrentes déficits, tendo chegado a -2,5% do PIB em 2016.”, avalia o pesquisador.

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