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Organizadores denunciam veto de governador do Maranhão a seminário sobre 1964

Seminário abordaria os 55 anos da deposição do presidente João Goulart; presidente da Assembleia chegou a dizer no Twitter que eventos como esse não ocorreriam no local
Flávio Dino (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Flávio Dino (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O aniversário de 55 anos da deposição do presidente João Goulart realmente deu o que falar. No Maranhão, de acordo com a denúncia dos organizadores, um seminário que recordaria a data histórica foi censurado por ninguém menos que o governador do estado, Flávio Dino, e o presidente da Assembleia local, Othelino Neto, ambos do PCdoB.

Tudo começou quando o editor da Livraria Resistência Cultural Editora, José Lorêdo Filho, e o coronel José de Ribamar Monteiro, presidente do movimento Endireita Maranhão, que participou do combate à guerrilha do Araguaia, foram confirmados como painelistas no seminário que seria realizado no auditório da Assembleia Legislativa maranhense. O evento seria na própria quinta-feira (4) e teria sido marcado com apoio de um parlamentar de oposição, o deputado César Pires (PV), mas foi cancelado.

A explicação oficial é de que houve um defeito no ar-condicionado e o evento, intitulado 55 Anos da Revolução – Análise e Discussão, ficou inviabilizado. No entanto, os organizadores denunciaram que houve uma ordem expressa do governador para que o presidente da Assembleia cancelasse o seminário.

Em nota sobre o assunto, a Livraria Resistência Cultural afirma que o governador, “apoiador das ditaduras cubana e venezuelana”, cometeu um “ato de império que tanto humilha o Legislativo estadual”.

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O que disse o presidente da Assembleia

Procurado pelo Boletim para confirmar ou negar o veto relatado pelos organizadores, Flávio Dino não respondeu. No entanto, em vez de mencionar o defeito no ar-condicionado, o presidente da Assembleia se manifestou sobre o assunto em seu Twitter, dando a entender que a rejeição à exibição tinha mesmo um motivo político.

O deputado disse que os espaços da Assembleia não seriam utilizados “para eventos dessa natureza”, porque são destinados a “cultuar a democracia e o respeito à liberdade”. Ainda no dia 28 de março, ele havia afirmado que a Assembleia não tinha recebido nenhum pedido para cessão do espaço para o evento e considerava “aviltantes atos que reverenciem o golpe militar de 64”.

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