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Ministro quer que livros didáticos afirmem que regime militar não foi ditadura

O ministro acredita que "golpe" não passou de uma "mudança de tipo institucional" e sustentou que a continuidade do regime foi uma "decisão política"
Ricardo Vélez (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ricardo Vélez (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Centro de polêmicas e confusões no governo Bolsonaro, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez deu declarações nesta quarta-feira (3) com potencial para fazer mais barulho. Ele sustentou que o regime militar não foi uma ditadura e nem começou com um golpe e que os livros didáticos precisarão refletir essa realidade. [1] [2]

De acordo com o ministro, a mudança de regime no dia 31 de março de 1964 teria sido uma “mudança de tipo institucional” e o período que sucede a posse do general Castelo Branco não teria sido uma ditadura e sim um “regime democrático de força”. Ele pretende que alterações nos livros didáticos para reformular a visão atualmente exposta devem ser “progressivas”, acompanhando o resgate de “uma versão mais ampla da História”.

“A história brasileira mostra que o 31 de março de 1964 foi uma decisão soberana da sociedade brasileira. Quem colocou o presidente Castello Branco no poder não foram os quartéis”, enfatizou Vélez. O regime militar, que perdurou até 1985, é visto por ele como uma “composição” e uma “decisão política (…) em que o Executivo chamou a si mais funções”.





O presidente da Associação Brasileira dos Autores de Livros Educativos, Cândido Granjeiro, lamentou os comentários e disse que a associação não apoia nenhum “revisionismo baseado em opiniões”.





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