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Mateus Bandeira informa desfiliação do NOVO: ‘diferente do que se propagava’

O consultor de empresas gaúcho havia sido candidato da legenda laranja ao governo do Rio Grande do Sul; outro proeminente membro do NOVO no estado comentou a decisão

- Publicado no dia
Mateus Bandeira (Foto: Felipe Nyland / Agência RBS)

Candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo Partido Novo em 2018, Mateus Bandeira surpreendeu com a divulgação de uma carta de desfiliação do partido nesta quarta-feira (3). Segundo ele, está saindo, junto com outros membros da legenda, porque a dinâmica interna se revelou “diferente do que se propagava”.

“Sou muito grato pela oportunidade e por ter encontrado tantas pessoas que compartilharam dessas convicções. No entanto, a realidade interna do Novo foi se mostrando diferente do que propagava publicamente. Tentamos construir (eu e outros), mas entendemos que não há disposição verdadeira de mudança na governança do partido”, declarou Bandeira.

Na carta de desfiliação, Bandeira afirmou que a teoria pregada pelo NOVO não era demonstrada na prática e pontuou que ele e seus companheiros discordaram de diversas decisões tomadas pelo Diretório Estadual e pelo Diretório Nacional. Os pontos mais incômodos seriam o caráter centralizador das decisões e uma suposta incapacidade de perceber a importância de um “firme posicionamento contra a hegemonia de esquerda no atual momento”.


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Outro lado

O também gaúcho Roberto Rachewsky, fundador do Instituto de Estudos Empresariais e grande apoiador do NOVO, comentou o caso em suas redes sociais. Ele mencionou que admira Bandeira e muitos dos que estão saindo, mas não imaginava que permanecessem na legenda.

“Há uns muito conservadores e outros muito social democratas para o meu gosto pessoal”, comentou. “Essa não é a primeira debandada que assisto no Novo e não será a última. Isso mostra uma linha de atuação bem determinada que não se dobra sob tentativas fortes de inflexão”.

Rachewsky fez questão apenas de refutar com veemência a ideia de que existe autoritarismo no partido. “Isso é ridículo e me parece apenas reclamação de quem gostaria de mandar mais do que quem manda de fato e por direito”, arrematou.

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