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Boicote ao Cinemark por nota contra filme atinge trending topics no Twitter

Rede de cinemas que transmitiu o filme se manifestou alegando que decisão de exibi-lo havia sido um 'erro de procedimento' e justificando o fato de não se envolver com política
Rede Cinemark (Foto: Reprodução / Jornal do Commercio)
Cinema da rede Cinemark (Foto: Reprodução / Jornal do Commercio)
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A produtora gaúcha Brasil Paralelo lançou neste domingo (31) um documentário sobre o regime militar brasileiro, intitulado “1964: o Brasil entre armas e livros”. O filme, polêmico, motivou nesta segunda-feira (1) um protesto que atingiu nada menos que o topo dos trending topics nacionais no Twitter.

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Conhecida pelos documentários que normalmente são montados com depoimentos de entrevistados liberais e conservadores, o Brasil Paralelo realizou uma pré-estreia para o documentário em sessões que ficaram completamente lotadas em dez cidades do país. Sete delas eram da rede de cinemas Cinemark.

No dia seguinte, a rede publicou uma nota em que se arrepende da veiculação do filme. No texto, a Cinemark afirma que é “uma empresa que não se envolve com questões político-partidárias” e “não autoriza a divulgação de mídia partidária ou eventos de cunho político”. Para eles, a transmissão do filme foi um “erro de procedimento”.

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A atitude motivou a revolta de muitos nas redes sociais e colocou a hashtag #BoicoteCinemark no topo da lista do Twitter no Brasil. Um dos comentários mais replicados e com mais interações foi o do antropólogo e escritor Flávio Gordon, que disse ter havido uma censura e ser necessário “um grande boicote à rede”.

 

Comentários populares também fizeram comparações com outros filmes, como a produção de Wagner Moura que abordará a vida do guerrilheiro Carlos Marighella e o filme “Lula: o filho do Brasil”, transmitido nos cinemas da rede Cinemark.

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A posição do Brasil Paralelo

Em transmissão ao vivo depois do acontecimento e da viralização da hashtag, um dos sócios do Brasil Paralelo, Lucas Ferrugem, disse que a equipe foi surpreendida com a nota da Cinemark. “O documentário não é político, o documentário é historiográfico. Se trata da política, é porque a política é um componente importantíssimo na História e na Ciência Política e, também, na compreensão da sociedade em que a gente vive”, dissertou.

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