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Aberto processo de impeachment contra prefeito do Rio, Marcelo Crivella

Prefeito do Rio tem dez dias para apresentar defesa; ele é denunciado por crime de responsabilidade, mas caso não tem relação com reunião com pastores evangélicos em julho passado
Marcelo Crivella (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Marcelo Crivella (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi tratado por parte da grande imprensa como um reflexo da ascensão de forças conservadoras e religiosas na política ou de uma “direita” ao poder, por sua origem evangélica. Nesta terça-feira (2), já em seu terceiro ano de mandato, Crivella recebeu uma má notícia: a Câmara do Rio abriu um processo de impeachment contra ele. [1]

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O resultado final da sessão foi de uma vitória significativa para os defensores do impeachment: 35 votos contra 14.  A fundamentação do pedido, de autoria do fiscal da Secretaria de Fazenda Fernando Lyra Reys, é uma denúncia de suposto crime de responsabilidade pela renovação de contratos de mobiliários urbanos em dezembro de 2018. O caso não tem nenhuma relação com o famoso episódio da reunião em que Crivella teria prometido benefícios às igrejas evangélicas no setor da saúde, em julho do ano passado, quando uma tentativa de abrir processo similar foi frustrada.

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Uma comissão processante foi formada por sorteio, incluindo Luiz Carlos Ramos Filho (PTN), Paulo Messina (PROS) e Willian Coelho (MDB), sendo o primeiro escolhido para a relatoria e o último para a presidência. Após a publicação da admissibilidade do pedido no Diário Oficial, Crivella terá dez dias para apresentar sua defesa e a comissão terá noventa para apresentar seu relatório.

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Só então o relatório será levado ao plenário da Câmara para votação. Se aprovado por dois terços dos vereadores, ele determina o afastamento de Crivella do mandato. Se rejeitado, o pedido de impeachment será arquivado. De qualquer modo, até lá, ele permanece no cargo.

Os votos

Apenas Alexandre Isquerdo (DEM) se absteve e Jorge Felippe (MDB) se declarou impedido por ser o primeiro na linha sucessória de Crivella, já que é o presidente da casa. Todos os vereadores do PSOL e do PT votaram a favor do impeachment. Entre os favoráveis, também se destacam os nomes de Carlos Bolsonaro (PSC) e Leandro Lyra (NOVO).

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Os 14 contrários também pertencem a diferentes partidos, na maioria legendas de menor expressão, com exceções como Dr. Jairinho e Junior da Lucinha (MDB), Renato Moura (PDT) e Vera Lins (PP).

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