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Lobão sobre comemorações de 31 de março: ‘A gente não pode glorificar expedientes sombrios’

Cantor seguido por quase 650 mil pessoas nas redes sociais considera que em 31 de março de 1964 não houve um golpe e que os militares salvaram o Brasil de se tornar um ‘Cubão’, mas afirma que regime foi tacanho

- Publicado no dia
Lobão (Foto: Reprodução/YouTube)

O cantor e compositor João Luiz Woerdenbag Filho, mais conhecido como Lobão, um dos principais influenciadores da nova direita brasileira, criticou nesta quarta-feira (27) as comemorações ao início do regime militar de 1964.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lobão concorda que, em 31 de março de 1964, não houve golpe. Mas alertou os seguidores ao risco de os novos direitistas se assemelharem com a esquerda ao glorificar fascínoras.

“Precisamos perceber que o regime de 1964 era autoritário, ainda que não fosse totalitário, o que já é uma merda. Foram 23 anos de uma censura estúpida. Foi um período muito escroto e, se não tivéssemos tido, não estaríamos vivendo agora todas essas mazelas. Ter saudades de um regime desse é de uma estupidez que revela tudo aquilo que eu tenho falado sobre a direita. A gente não pode glorificar expedientes sombrios”, afirmou.


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O cantor também alertou ao risco de ficar olhando pra trás. “Glorificar isso acaba indo contra a gente, porque a gente não está olhando pra frente. Estamos no século 20 ainda? A direita fica em 1964 e a esquerda em 1968?”.

Apesar das críticas, Lobão – que é seguido por quase 650 mil pessoas nas redes sociais – considera que os militares de 1964 salvaram o Brasil de se tornar um “Cubão” e, por isso, não devem ser demonizados. Porém, diz que não devem ser tornados heróis porque o regime foi “tacanho, imbecil e ingênuo”. Assista:

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