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Olavo de Carvalho defende aliança para ‘esmagar poderes intermediários’

O filósofo paulista afirmou que aliar-se à "massa popular" para esse objetivo é o mecanismo mais eficiente de governo; declaração vem em meio a tensões entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia
Olavo de Carvalho (Foto: Vivi Zanatta / Folha)
Olavo de Carvalho (Foto: Vivi Zanatta / Folha)
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O filósofo Olavo de Carvalho vem sendo colocado no centro dos atritos internos do governo Bolsonaro. Em meio aos desentendimentos entre o presidente da República Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia sobre a articulação da Reforma da Previdência no Congresso, ele deu um conselho chamativo em suas redes sociais nesta segunda-feira (25).

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Em suas redes sociais, Olavo disse que a “grande oportunidade” de Bolsonaro é promover uma aliança com a “massa popular para esmagar os poderes intermediários corruptos e aproveitadores”. A declaração surge ao mesmo tempo em que muitos militantes defendem uma postura firme do presidente contra o “toma lá dá cá” e questionam o conceito de “articulação política” defendido por Rodrigo Maia.

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Olavo afirmou que essa aliança é o “mecanismo político mais eficiente e quase infalível já registrado na História”. Os exemplos de Olavo para ilustrar esse sucesso foram a fundação do reino português, quando D. Afonso Henriques foi aclamado em território agitado pelo conflito, e a ascensão de Ivan, O Terrível, fundador do regime monárquico russo, conhecido como Czarado.

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O comentário de Olavo não foi bem recebido por alguns críticos liberais. Bernardo Santoro, que foi presidente do Instituto Liberal e hoje é assessor da secretaria da Casa Civil do governo de Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, se perguntou se Olavo está “convidando o presidente a fechar o Congresso”: “se não for esse o entendimento, o uso do exemplo do sujeito que criou o czarismo e o uso do termo “esmagar” foram MUITO infelizes”.

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