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Tensão entre Maia e governo: Bolsonaro diz que reforma agora é com o Congresso

O presidente da Câmara e o presidente da República trocaram críticas neste sábado (24) sobre o envolvimento necessário com a Reforma da Previdência

- Publicado no dia
Rodrigo Maia (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Os últimos capítulos do governo Bolsonaro têm sido de tensão entre o governo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que considera que falta articulação do presidente e seus aliados para aprovar a Reforma da Previdência. O presidente Jair Bolsonaro, em viagem ao Chile, rebateu as afirmações dele neste sábado (23). [1] [2] [3]

“A responsabilidade no momento está com o Parlamento brasileiro. Eu confio na maioria dos parlamentares, porque esta não é uma questão de governo Jair Bolsonaro, mas sim uma questão de estado, é questão de nós no Brasil não experimentarmos situações que outros países enfrentaram, como por exemplo alguns da Europa”, argumentou o presidente, ainda em viagem no Chile.

Com a declaração, Bolsonaro demonstrou acreditar que não tem mais responsabilidade pessoal pela aprovação da Reforma da Previdência e que cabe agora aos parlamentares discutirem a proposta redigida pela sua equipe econômica. Enquanto isso, o presidente se dedica à interação com os representantes dos países vizinhos. A viagem ao Chile já resultou na criação de uma nova aliança latino-americana, o Prosul, por oposição à Unasul, de orientação bolivariana.


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As queixas de Maia

O presidente da Câmara continua bastante insatisfeito. Ele criticou Bolsonaro por “terceirizar responsabilidades”. “Transfere para o presidente da Câmara e para o presidente do Senado uma responsabilidade que é dele. Fica transferindo e criticando: ‘Ah, a velha política está me pressionando, estão me pressionando’. Ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política’, objetou.

A atitude dos dois políticos provocou uma divisão nas redes sociais. Grupos especialmente ligados à militância ou ao eleitorado mais fiel de Bolsonaro argumentam que a pressão do presidente da Câmara por maior participação dele é um apelo para negociações de verbas e cargos, aquilo que vinha sendo chamado desde a campanha eleitoral de “toma-lá-dá-cá”. Lembram ainda que as discussões ganharam proeminência depois que Maia se desentendeu com o ministro Sérgio Moro sobre a velocidade de tramitação de seu “pacote anti-crime”.

Já os que concordam com Maia, que já tem apoio de alguns partidos em suas queixas, reclamam que o filho de Jair Bolsonaro, Carlos, vereador no Rio de Janeiro, questionou ironicamente porque o presidente da Câmara “anda tão nervoso” em seu Instagram na última quinta-feira (21) e defendem que o governo tem o dever, em uma República, de atuar diretamente na promoção de uma agenda junto ao Parlamento.

Um último ingrediente da trama veio ainda neste sábado, quando Rodrigo Maia resolveu criticar o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, Guedes está tentando interferir na escolha do relator da Reforma, o que demonstraria, contradizendo as palavras do presidente da República, que ela não é tão independente do Planalto.

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