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Olavo de Carvalho surpreende e recomenda que alunos deixem o governo

Professor e influenciador do novo governo afirmou que “jamais gostou” da ideia de seus alunos irem para o governo, mas compreendeu motivação inicial; contudo, alertou para “inimigos”

- Publicado no dia
Olavo de Carvalho (Foto: Reprodução / Jornal Opção)

O filósofo e professor Olavo de Carvalho surpreendeu os seguidores no início da madrugada desta sexta-feira (8). Nas redes sociais, o principal influenciador intelectual do governo Bolsonaro defendeu que os alunos de seus populares cursos online deveriam abandonar os cargos que ganharam no governo. [1]

“Jamais gostei da ideia de meus alunos ocuparem cargos no governo, mas, como eles se entusiasmaram com a ascensão do Bolsonaro e imaginaram que em determinados postos poderiam fazer algo de bom pelo país, achei cruel destruir essa ilusão num primeiro momento. Mas agora já não posso me calar mais. Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo – umas poucas dezenas, creio eu – deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos”, disse o professor.


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Na sequência, Carvalho afirmou que o atual governo está “repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo” e que quem “andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”.

Questionado por um internauta se, ao abandonarem os seus cargos, seriam abertas mais portas para os “inimigos”, Carvalho foi direto: “De fora do governo podemos agir com muito mais eficiência”, sem especificar. [2]

Alunos de Bolsonaro no governo

Dentre as principais figuras ligadas ao filósofo e professor Olavo de Carvalho no governo, estão os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Vélez-Rodriguez (Educação). Além deles, destaca-se entre os mais aguerridos fãs de Olavo o internacionalista Filipe G. Martins, atualmente assessor especial da presidência para assuntos internacionais. No Planalto, Martins ganha um salário de R$ 16 mil. [3][4]

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