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Jair Bolsonaro elogia ditador paraguaio Alfredo Stroessner

Presidente brasileiro homenageou ditador que dominou o Paraguai por mais de trinta anos; para Jair Bolsonaro, Stroessner foi um “estadista”

- Publicado no dia
Stroessner (Foto: Reprodução / O Globo)

O presidente Jair Bolsonaro esteve nesta terça-feira (26) no evento de posse do general Joaquim Silva e Luna como diretor-geral do lado brasileiro da usina de Itaipu. Na ocasião, ele teceu uma homenagem ao falecido ditador paraguaio Alfredo Stroessner, chamado por ele de “estadista”.

O evento contou com a presença do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez. “Isso tudo não seria suficiente se não tivesse, do lado de cá (do lado paraguaio), um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que seu país, o Paraguai, só poderia prosseguir, progredir, se tivesse energia. Aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, o presidente brasileiro comentou, sob aplausos.

A construção de Itaipu se deu no período do regime militar brasileiro, sendo inaugurada em 1984, no governo de João Figueiredo. O ditador Stroessner, que tinha relações com o Brasil e chegou a viver no país entre 1940 e 1941 – e depois, no exílio, morrendo em Brasília em 2006 -, comandava a nação vizinha quando o tratado de Itaipu foi assinado.


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Quem foi Stroessner

O militar subiu ao poder mediante um golpe de Estado que depôs o presidente Federico Chávez, que pertencia ao mesmo partido, o Colorado, como resultado de uma série de golpes anteriores, choques e rivalidades internos da sigla, então a única permitida no país desde 1947. Governou sob regime autoritário por um período que só perde em duração para o governo comunista de Fidel Castro em Cuba: 35 anos, de 1954 até 1989.

Proibindo partidos de oposição, deportando adversários e promovendo prisões políticas, Stroessner também foi deposto por um golpe militar, o do general Andrés Rodríguez, que, no entanto, ao contrário do antecessor, instaurou a democracia no país. Algumas fontes relatam que pelo menos 150 mil pessoas teriam passado pelas prisões da ditadura de Stroessner e haveria cerca de três mil mortos e desaparecidos.

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