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Ministro da Educação diz que universidade é para formar líderes intelectuais

O ministro afirmou que os estudantes devem sair do ensino técnico preparados para o mercado de trabalho e não necessariamente pensando em uma universidade

- Publicado no dia
Ricardo Vélez (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Um vídeo divulgado pelo Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, no último dia 30, provocou burburinho e polêmica nas redes sociais. O ministro sustentou que, em todos os países, as universidades existem para formar “líderes intelectuais” e devem ser frequentadas apenas por aqueles que são “vocacionados para o ensino superior”.

De acordo com Vélez, o sistema universitário é um “sistema de excelência, onde entram as pessoas que têm uma apreciação especial por aprofundar na ciência, na tecnologia ou nas universidades”. No entanto, a maioria das pessoas deseja, na opinião dele, um ensino conectado diretamente a uma prática profissional, que deveria estar no ensino técnico ou médio.


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Portanto, o ensino médio precisaria ser encarado como um ensino que já forma as pessoas para o mercado de trabalho, não mais como uma etapa para alcançar a universidade, como se ela fosse obrigatória. “O ensino técnico é aquele que possibilita ao jovem que quer praticar o conhecimento a efetiva prática daquilo que ele está conhecendo” e, por isso, não poderia ter um propósito “puramente conceitual, teórico”.

Uma das declarações de Vélez que mais provocou polêmica foi a de que “a universidade não é para todos”. No entanto, ele reforçou que entende a declaração como significando que nem todos são vocacionados ao aprofundamento teórico e a maioria deveria partir imediatamente para a prática após o ensino médio, não que a universidade estaria fechada a qualquer classe ou grupo social. Ele ainda defendeu a ideia de uma cobrança nas universidades para quem pudesse pagar. Confira o vídeo na íntegra:

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