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Ministro vai contra promessa de Bolsonaro sobre fim da EBC

General da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz defendeu que a estatal de comunicação, que possui emissoras de TV e de rádio, passe por ampla reformulação; empresa tem mais de 2 mil funcionários
EBC congrega, entre outras companhias, a TV Brasil e a Rádio Nacional (Foto: Divulgação)
Foto: Reprodução/BBC
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O ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo da Presidência, afirmou em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta quinta-feira (9) que a ideia do governo “não é acabar com a EBC”, referindo-se à Empresa Brasil de Comunicação. A estatal congrega diversas sub-empresas, como a emissora pública TV Brasil, lançada pelo governo Lula.

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Cruz, que é general-de-divisão e já está na reserva, defendeu que a empresa passe “por modificações em curto-prazo para ter mais efetividade” e para poder “aproveitar ao máximo a estrutura”.

“A EBC é uma empresa que tem duas televisões, oito emissoras de rádio e duas agências. É uma empresa que tem 2.025 pessoas. Precisa passar por uma racionalização de estrutura, sem dúvida nenhuma. Mas é preciso fazer isso respeitando os direitos daqueles que trabalham lá. Tem que otimizar o orçamento, diminuir despesas e aumentar a qualidade”, afirmou.

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EBC congrega, entre outras companhias, a TV Brasil e a Rádio Nacional (Foto: Divulgação)

Segundo o ministro, outro objetivo do governo para com a empresa é “torná-la mais atualizada, mais ágil e sem ideologia”.

Contradição

Antes de tomar posse, contudo, não era esse o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à RecordTV, chegou a afirmar que sua ideia era “privatizar ou extinguir” a emissora pública.

“Não podemos gastar mais de 1 bilhão por ano com uma empresa que tem traço de audiência”, afirmou na ocasião, o que foi amplamente repercutido na imprensa. [1]

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Diante da contradição, o presidente do conselho deliberativo do Instituto Liberal, Rodrigo Constantino, árduo defensor de privatizações e autor do livro “Privatize Já”, afirmou em suas redes sociais nesta quarta-feira (9) que o recuo é “inaceitável”. [2]

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