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Após ser empossado, Bolsonaro defende livre mercado, propriedade e ‘respeito ao referendo de 2005’ em discurso

Presidente e vice-presidente da República, Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão foram empossados nesta terça-feira (1º) pelo presidente do Congresso, Eunício Oliveira

- Publicado no dia
Jair Bolsonaro assina termo de posse da presidência da República (Foto: Reprodução/GloboNews)

O Brasil está sob novo comando. Jair Bolsonaro tomou posse na tarde desta terça-feira (1º) como 38º presidente da República. Após assinar o termo de posse e fazer o tradicional juramento à Constituição, o militar discursou por aproximadamente 10 minutos e abordou assuntos como o atentado à sua vida, sua carreira como deputado, ideologia e livre mercado.

“Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Com humildade, volto a essa casa, por onde 28 anos travei embates. Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e agradecido a Deus e aos brasileiros pela honrosa missão de governar o Brasil nesse período de grande desafio e enorme esperança. Estou certo que enfrentaremos enormes desafios, mas com a sabedoria da voz do povo, obteremos êxito nos nossos objetivos. Vamos unir o povo, valorizar as famílias, combater a ideologia de gênero, respeitar as religiões e as nossas tradições judaico-cristãs, e nos livrar das amarras ideológicas”, afirmou Bolsonaro, diante do plenário com parlamentares e representantes diplomáticos, entre eles Benjamin Netanyahu e Evo Morales.

O presidente afirmou que sua campanha eleitoral acabou se transformando em um “movimento cívico, forte e indestrutível”, que seria impossível sem o engajamento dos brasileiros. No discurso, Bolsonaro também afirmou que fará um governo sem discriminação.


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“O pavilhão nacional nos remete à ordem e ao progresso. Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos. O cidadão de bem merece ter meios de se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito de legítima defesa”, disse Bolsonaro, que também pediu apoio ao Congresso para que policiais possam “realizar seus trabalhos” e militares tenham as “condições necessárias de realizarem sua missão constitucional”.

Jair Bolsonaro discursa na Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução/GloboNews)

No discurso, Bolsonaro afirmou que montou uma “equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto”.

“Na economia, traremos a marca do livre mercado, da eficiência. Confiança de que o governo não gastará mais do que arrecada, e com a garantia de que as regras e propriedades serão respeitadas. Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia para que possamos abrir nossos mercados para o comércio internacional, sem viés ideológico. Dessa forma, todo setor produtivo terá um aumento de eficiência com menos regulamentação e menos burocracia. Esses desafios só serão resolvidos por meio de um pacto nacional em busca de novos caminhos para o Brasil”, afirmou.

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Bolsonaro também anunciou que uma de suas prioridades será “proteger e revigorar a democracia brasileira, para que ela seja um componente substancial e tangível da vida brasileira, com respeito ao Estado democrático”.

“É preciso romper com práticas nefastas a todos nós, que maculam a classe política e o progresso. Hoje, começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história. Um capítulo onde o Brasil será visto como pujante, ousado e forte. Deixo essa casa [Câmara dos Deputados], rumo ao Palácio do Planalto com a missão de representar o povo brasileiro e, com a benção de Deus, com apoio da minha família, trabalharei incansavelmente para que o Brasil reencontre com o seu destino e se torne a grande nação que queremos”


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