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Cotas: estudantes são expulsos de universidade após julgamento racial

Caso ocorreu na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e sofreu críticas, como o do economista Rodrigo Constantino, presidente do conselho deliberativo do Instituto Liberal: ‘Hitler estaria orgulhoso’

- Publicado no dia
Estudantes na UNESP (Foto: Igor do Vale / Folhapress)

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) expulsou na última quinta-feira (13) 27 estudantes que haviam se matriculado utilizando cotas raciais por se considerarem negros ou pardos. [1][2]

Desconfiando do que chamou de fraudes, a instituição estabeleceu uma “comissão para assuntos étnicos e raciais” para fazer uma observação do tom de pele, cabelo e olhos de alunos selecionados.

De acordo com o que foi divulgado pelo portal de notícias G1, o processo de julgamento racial durou cerca de cinco meses. Existem também mais casos em julgamento, podendo novos estudantes serem expulsos por motivos raciais.


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De acordo com o presidente da comissão que faz o julgamento racial, é preciso utilizar o conceito de fenótipo. Isto é: sinais explícitos de negritude que, em teoria, aumentariam a discriminação e o preconceito que o indivíduo pode sofrer na sociedade.

Presidente do conselho deliberativo do Instituto Liberal, Rodrigo Constantino afirmou que Hitler estaria orgulhoso com essa medida. Nas redes sociais e, posteriormente, em seu blog no site Gazeta do Povo, comentou: [3]

“Aí está aquilo que deixaria Hitler orgulhoso, em pleno solo nacional. Os julgadores devem manter um book com as cores em degradê para avaliar se o fenótipo está ou não liberado. […] Com isso, todo poder arbitrário aos inquisidores da raça. São eles que decidem quem vai ou não aproveitar a cota. E a meritocracia individual segue ladeira abaixo nessa palhaçada toda”, escreveu.

Para o diretor executivo da ONG Educafro, contudo, ao jornal Folha de S. Paulo, a regalia não deve se estender a todos os negros.  “Quem é genotipicamente negro não tem direito a esse benefício”, opinou. [4]

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