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Olavo de Carvalho critica ‘Escola Sem Partido’ e fala que não apoia o projeto

Para o professor e filósofo, um dos principais influenciadores da nova direita brasileira, antes de partir para a discussão jurídica seria preciso reunir provas e trazer o tema no âmbito intelectual, cultural e social
Olavo de Carvalho (Foto: Reprodução / O Globo)
Olavo de Carvalho (Foto: Reprodução / O Globo)

O filósofo e professor Olavo de Carvalho publicou um vídeo na madrugada desta quinta-feira (15) criticando o projeto Escola Sem Partido e deixando claro que não apoia a iniciativa do modo como está sendo conduzida. [1]

Intelectual de grande influência na nova direita brasileira, Carvalho criticou a criação de um projeto de lei para um problema que, segundo ele, a maioria da população não conhece.

Para o professor, é primeiro preciso trazer a discussão do assunto na esfera intelectual, depois na esfera cultural, enfim na social, política e jurídica. Começar pela esfera jurídica, por meio de um projeto de lei, por isso, seria um erro.





“Primeiro, é preciso que haja a investigação do fato e a organização da prova de forma científica. A premeditação [da doutrinação ideológica] está toda nos livros de Antonio Gramsci. Então o ideal seria pegar a estratégia, de um lado, e, do outro, uma série de fatos que comprovam a aplicação sistemática da teoria. Mas se você não tem a prova, e quer fazer um projeto apenas para colocar um cartaz, não vai adiantar nada porque vai expô-lo a pessoas que já estão pré-dispostas contra ele”, disse Olavo, alertando também que a iniciativa pode colocar de vítima os algozes do sistema.

“Eu estudo o [combate cultural]  há 50 anos, tento oferecer uma ajuda, uma orientação, e vocês passam por cima. Insistem no erro. Há mais de dois anos, falei que não fazia sentido o projeto. Exigir que um professor, toda vez que exponha sua opinião, exponha com igual referência a opinião contrária é um absurdo”, afirmou, dizendo ainda que o nome ideal da iniciativa deveria ser “Escola Sem Censura”, pois o problema real seria uma opinião suprimida, boicotada e discriminada em sala de aula.

Por fim, o professor pediu que o projeto mude radicalmente de estratégia, caso contrário não vai ser favorável à ideia.

“Não só vou ficar contra, como irei denunciar vocês. Vocês estão querendo mudar o país pela sua incultura. Vocês não entendem nada do combate cultural porque não têm cultura. Vocês não têm o meu apoio. Apenas [tem o apoio] no intuito central e inicial da campanha, que é o de combater a manipulação de comportamento e o sistema hegemônico da escola. Mas os meios, não aprovo de maneira alguma”, concluiu









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