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Matéria do jornal ‘O Globo’ sobre liberais que não votaram em Bolsonaro provoca reações de influenciadores

Lideranças do movimento suprapartidário Livres e do Instituto Mercado Popular declararam ao veículo seu voto nulo ou apoio a Fernando Haddad

- Publicado no dia
Elena Landau, presidente do Livres (Foto: Reprodução / O Globo)

O jornal O Globo publicou neste domingo (4) uma matéria sugestivamente intitulada Liberais: a direita que não votou em Jair Bolsonaro. O texto enfoca representantes do movimento suprapartidário Livres e do Instituto Mercado Popular como liberais que não apoiaram o presidente eleito – e provocou polêmica nas redes sociais. [1]

“Eles são favoráveis à reforma da Previdência, mas também a favor da legalização das drogas. Concordam com Paulo Guedes, mas discordam de Magno Malta. Quando Jair Bolsonaro entrou no PSL, eles saíram. São liberais, mas não votaram no capitão da reserva — alguns, inclusive, optaram pelo candidato do PT, Fernando Haddad”, introduz a matéria.

Uma das figuras entrevistadas pelo jornal para compor esse perfil foi a economista Elena Landau, hoje presidente do Livres, que declarou que era impossível votar no Bolsonaro, porque “ele não é liberal” e “usa a frase ‘não vou vender a empresa porque é estratégica'”. Na mesma linha se expressou o deputado estadual gaúcho Fabio Ostermann, que definiu o voto nulo como uma forma de registrar a insatisfação com as “duas piores opções possíveis” e disse que Bolsonaro representa uma “visão retrógrada”.

Tiago Mitraud, do Partido Novo mineiro, também disse que alguns de seus alinhamentos serão com o PSL de Bolsonaro e outros com o PSOL – a mesma posição de Marcelo Calero (PPS-RJ), que disse que conversará “com a esquerda ou com a direita”. A matéria encerra com uma declaração de Pedro Menezes, cofundador do Instituto Mercado Popular, que disse respeitar Fernando Haddad e que seu voto foi dele.


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Reações

A matéria suscitou críticas por parte de diversos influenciadores. O intelectual Flavio Morgenstern, por exemplo, autor de Por trás da máscara: Do passe livre aos black blocks, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, alegou que os nomes citados na matéria só divergem da esquerda quanto ao “monopólio estatal” e “são tão de direita quanto o Mano Brown dando bronca no PT”.

(Foto: Reprodução / Twitter)

Já o deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM-SP), coordenador do Movimento Brasil Livre, ironizou a ideia de um “liberalismo socialista”, inventado por liberais que votaram em Haddad. Em resposta, Ostermann disse não entender “por que o Kim e o MBL têm tanta vergonha de se declararem conservadores e seguem posando (falsamente) de porta-vozes de uma ideia que não defendem: o liberalismo”.

(Foto: Reprodução / Twitter)
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