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Bolsonaro cresce em pesquisa espontânea e ‘Veja’ diz que isso assusta

Na reportagem de capa desta semana, revista posicionou-se crítica ao deputado federal que lidera as pesquisas de intenção de voto à presidência da República nos cenários sem Lula
Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Depois de anos sendo a “inimiga pública” número do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a revista Veja escolheu o novo alvo: Jair Bolsonaro. Com base em recente pesquisa que indicou o crescimento de popularidade do candidato do PSL, a revista dedicou uma capa onde conclui que isso “assusta”.

A pesquisa que a revista se baseou foi feita pelo Instituto Ideia Big Data e ouviu 2036 pessoas entre os dias 20 e 23 de julho.

Ela constatou o que a publicação chamou de “fenômeno”: o fato de o parlamentar seguir “firme e forte” apesar do pequeno partido e ainda contar com um crescimento nas pesquisas espontâneas, quando o popular diz em quem votará antes mesmo de ser informado sobre quem estará na disputa.





Nessa modalidade, Lula é citado por 17% dos ouvidos e Bolsonaro, logo atrás, dentro da margem de erro, por 14%. Pouco? O terceiro colocado é Ciro Gomes, com 2%, e todos os demais candidatos ou pré-candidatos, somados, chegam a 3%.

Quando os presidenciáveis são citados, o jogo muda. Lula vai à 29%, Bolsonaro atinge 17% e Marina 10%. Em seguida, vem Alckmin e Ciro Gomes – ambos com 7% -, Álvaro Dias (4%), Henrique Meirelles (2%), Manuela D’Ávila (2%) e João Amoêdo (1%).

Crítica ao deputado federal que lidera as pesquisas sem Lula, a revista considera que sua “característica mais desanimadora é por ter construído uma carreira política defendendo ideias econômicas que agora insinua renegar”.

“Bolsonaro sempre foi um estatista, simpático ao protecionismo comercial, desconfiado do capital estrangeiro. Agora, sob orientação do economista Paulo Guedes, seu assessor econômico e futuro ministro da Fazenda em caso de vitória, ele tenta apresentar-se como outro. Fale em privatização e até defende uma reforma da Previdência, mas foge do debate econômico. Nesse aspecto, a eleição de Bolsonaro seria uma incógnita”, diz a reportagem.





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