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Desestatizações podem causar ‘prejuízos irreparáveis’, diz ministro do STF

Ministro do STF foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, principal líder do PT e pré-candidato à presidência da república; blogs de esquerda, boa parte dos quais financiada no passado por estatais, comemoraram
Ministro Ricardo Lewandowski (Foto: Abril)
Ministro Ricardo Lewandowski (Foto: Abril)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, decidiu em caráter liminar nesta quarta-feira (27) que o governo não pode privatizar empresas sem aprovação prévia do Congresso Nacional. [1]

Na prática, a ação dificultará a desestatização de empresas públicas, medida muito apreciada por liberais e conservadores que defendem enxugamento do governo e foco em áreas prioritárias.

A ação foi impetrada no Supremo Tribunal Federal por grupos ligados a servidores concursados e entidades sindicais, como a CUT.





De acordo com o portal G1, Lewandoski teria observado que uma “tendência de desestatizações pode causar prejuízos irreparáveis ao país” caso não venham a ser conduzidas de acordo com a Constituição.

Indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, o ministro foi muito elogiado pela sua decisão por sites de esquerda – boa parte dos quais financiada, no passado, por empresas estatais.

O portal Conversa Afiada, mantido pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, categorizou a decisão como um “limite à sanha privatizadora” do governo. Em 2016, o portal teve verbas publicitárias públicas cortadas pelo Governo Temer. [2] [3]

Apesar da decisão provisória de Lewandoski, no entanto, a matéria poderá ser alterada pelo plenário do STF, formado por 11 ministros. Para isso, porém, será preciso que o julgamento seja agendado pela ministra Cármen Lúcia, presidente da corte.





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