MBL apresenta candidatos no Rio com a participação de Fernando Holiday

Boletim traz um apanhado das principais falas de Fernando Holiday, Roberto Motta, Sóstenes Cavalcante e Bruno Lessa; no encontro, ocorrido em Niterói, pré-candidatos mostraram deferência ao movimento

- Publicado no dia
Da esquerda para a direita, Sóstenes Cavalcante (DEM), Bruno Lessa (PSDB), Bernardo Sampaio, Roberto Motta (PSC) e Fernando Holiday (DEM) (Foto: Boletim da Liberdade)

O Movimento Brasil Livre apresentou formalmente na noite desta sexta-feira (22) em Niterói, no Rio de Janeiro, os pré-candidatos que a organização apoiará no estado. O Boletim da Liberdade esteve presente ao encontro, que ocorreu no Restaurante Ativa, em Icaraí.

O evento teve início com a fala do coordenador estadual do movimento, Bernardo Sampaio, seguida de exposições individuais dos convidados.

Quem iniciou a falar foi o vereador Fernando Holiday (DEM), também coordenador nacional da entidade. Eleito em 2016 por São Paulo, Holiday abordou conquistas de seu mandato parlamentar e explicou a razão pela qual o MBL decidiu atuar politicamente com candidatos próprios.

Seguido a Holiday, falaram Roberto Motta, pré-candidato a deputado federal pelo PSC; Sóstenes Cavalcante, pré-candidato a deputado federal pelo DEM, por onde tentará a reeleição; e Bruno Lessa, que concorrerá a uma vaga na ALERJ pelo PSDB. Confira, abaixo, os principais momentos das exposições de cada um:

Fernando Holiday: “Percebemos que precisávamos de pessoas nossas dentro da política”

“Especialmente na virada de 2015 para 2016, quando o pedido de impeachment é oficialmente aceito pelo presidente da Câmara e começa a tramitar, o que a gente percebeu de forma definitiva é que a gente só conseguiria fazer as mudanças que queríamos se tivéssemos pessoas nossas lá dentro. Ou pessoas que convirjam com o nosso pensamento.


PUBLICIDADE



Por isso, em 2016, lançamos vereadores e apoiamos candidaturas à prefeitura em determinadas cidades. Mas, mais do que isso, começamos a incorporar parlamentares para o Movimento Brasil Livre. Pessoas que não necessariamente tinham sido eleitas pelo MBL mas que, ao longo da existência do movimento, nós percebemos que realmente poderiam ser consideradas pelo MBL.

Existem dois perfis [de políticos] –  aqueles que convergimos e incorporamos e aqueles que apoiamos desde o princípio

FERNANDO HOLIDAY, vereador e coordenador nacional do MBL

Um exemplo, lá do Sul, é o Nelson Marchezan, que incorporamos como parlamentar do Movimento. O [deputado federal] Sóstenes [Cavalcante], que está aqui, por exemplo, não foi eleito pelo movimento, até porque na eleição de 2014 ainda não tínhamos candidatos.

O [vereador] Bruno [Lessa] não foi eleito com o apoio do MBL aqui em Niterói, mas incorporamos o Bruno ao movimento. O [Roberto] Motta, porém, iremos apoiar já na origem. Existem, portanto, esses dois perfis [de políticos] –  aqueles que convergimos e incorporamos e aqueles que apoiamos desde o princípio.”

Roberto Motta é ativista em segurança pública e membro do movimento Brasil 200 (Foto: Boletim da Liberdade)

Roberto Motta (PSC): “Tem muita coisa que pode ser feita e no curto prazo”

“Eu conheci o MBL já no começo do esquenta do impeachment da Dilma. Foi num evento que teve no [Shopping] Fashion Mall. Tinha o Kim, o Renan e o Salsicha. Estavam lá os garotos novos. Mas eles só falavam coisa com coisa. Tudo o que eles falavam fazia sentido e era exatamente o que eu achava. Eu fiquei muito bem impressionado.

Logo a seguir veio a onda das manifestações de impeachment. Acho que não teve uma que eu não tivesse subido no carro de som do MBL. Uma batalha que começou quase como uma coisa quixotesca, ninguém tinha a menor esperança que a gente fosse tirar uma presidente da república. No começo a gente tinha até medo de sair de casa. E aquilo foi tomando uma proporção, a gente foi tomando as ruas, e começou a acontecer uma sensação estranha de que as coisas estavam acontecendo. Pouco tempo depois, foi criado o movimento Brasil 200, onde teve origem a candidatura do Flávio Rocha. E eu tive a honra de ser convidado a fazer parte.

Durante uma época, tive uma empresa de tecnologia da segurança. Por conta dessa minha experiência profissional, eu viajei o Brasil do Rio Grande do Sul ao Ceará. Conversando com secretários de segurança, policiais, juízes e promotores. Aí eu descobri o horror que é o sistema de justiça criminal no Brasil.

Eu sempre falo para as pessoas, e faço apresentações pelo Brasil inteiro, e começo dizendo que tenho uma notícia boa e uma notícia ruim. A ruim é que o problema é muito mais grave do que a gente imagina. A gente não faz ideia da gravidade do problema. A notícia boa é que tem conserto. Ao contrário de alguns profetas do apocalipse que dizem que não se vai resolver o problema do crime enquanto houver pobreza ou desigualdade. Ou então enquanto o ensino não for de qualidade. Enquanto a gente não chegar no paraíso socialista. É mentira isso.

Tem muita coisa que pode ser feita e no curto prazo para que a nossa vida melhore. O que está acontecendo hoje na segurança pública no Brasil não é uma crise, é um projeto. A turma da esquerda trabalha há 30 anos para demolir a legislação penal brasileira. Eles estão há 30 anos demonizando nossos policiais. Quem ainda é hoje um policial no Brasil é um herói. Isso é um projeto político de tomada de poder. O primeiro movimento da sociedade que eu vi com coragem moral para comprar essa briga foi o MBL.

Tem muita coisa que pode ser feita e no curto prazo para que a nossa vida melhore. O que está acontecendo hoje na segurança pública no Brasil não é uma crise, é um projeto. O primeiro movimento da sociedade que eu vi com coragem moral para comprar essa briga foi o MBL. 

ROBERTO MOTTA, pré-candidato a deputado federal apoiado pelo MBL

Com a participação do movimento Brasil 200, nós produzimos um Plano Nacional de Emergência de Segurança Pública. Está lá. São dez páginas escritas em português que todo mundo consegue entender o passo a passo para a gente sair da crise de criminalidade. Para mim, não existe prioridade maior do que resolver a crise de criminalidade. Crime existe até na Suíça. Mas crise de criminalidade igual a que a gente vive hoje não existe em lugar nenhum. Não tem nada a ver com miséria. A gente ficou mais rico e muito mais perigoso. A desigualdade caiu, o crime subiu.

Leia também:  RJ: Ativistas e grupos liberais pedem impeachment de prefeito de Niterói

O crime no Brasil tem a ver com impunidade. Essa talvez seja a maior lição. Precisamos combater a impunidade através de alterações da lei penal. A gente precisa retomar os presídios que hoje estão nas mãos dos bandidos. A terceira coisa que precisamos fazer é reinventar a nossa polícia. Começando por tratar nossos policiais como cidadãos iguais a nós. A polícia tem que ser honrada, capacitada, treinada e ter os equipamentos que ela precisa para fazer o trabalho dela. A gente não pode ficar calado quando a turma da esquerda vai para a imprensa achincalhar a polícia, como eu já ouvi da boca do Marcelo Freixo.”

Sóstenes Cavalcante ajudou o MBL durante o acampamento em frente ao Congresso e de lá nasceu a proximidade com a organização (Foto: Boletim da Liberdade)

Sóstenes Cavalcante (DEM): “Desde o acampamento a favor do impeachment no Congresso, nasceu uma grande amizade”

“Com o apoio do pastor Silas Malafaia, fui eleito em 2014 com 104 mil votos. Logo nos primeiros meses de mandato, um dia minha esposa me perguntou: ‘Você não conhece os meninos do MBL?’. Eu não sabia quem eram. Um dia ela me mostrou que eles estavam fazendo uma caminhada para Brasília para pedir o impeachment da Dilma. Aí eu falei: ‘Impeachment? Como impeachment? Eu estou lá [no Congresso], não tem a menor condição um negócio desse. Tem maluco pra todo gosto, vai fazer o quê.’

Passa um tempo e um dia eu conheço o bendito japonezinho e o Holiday que a minha esposa me mostrava lá no Facebook. E descobri que eles estavam tentando conversar com o então presidente da Câmara para montar um acampamento no gramado do Congresso. Passaram alguns dias e lá estavam eles acampados em frente ao Congresso Nacional.


PUBLICIDADE



Fui lá para conhecê-los. Estavam com violão, a turma inteira cantando, outros chegando. Mas descobri que eles tinham um problema: quando trocava a guarda da Polícia Legislativa, nem sempre conseguiam usar o banheiro dentro do Congresso. Assim, acampados em frente ao Congresso Nacional, não tinham nem onde fazer as necessidades fisiológicas. Ajudei eles a colocarem dois banheiros durante a madrugada em frente dali.

Naquela época, tinha acabado de ir para o DEM. A liderança do DEM ficava logo ali no hall de entrada. Era a liderança mais próxima do plenário [da Câmara]. Pela localização, inclusive pela proximidade do acampamento deles, acabamos transformando o espaço no QG do MBL e de outros movimentos sociais. Com o tempo, o acampamento do MBL cresceu. Virou um acampamento de verdade, com cabo de som, mais banheiros. E foi uma grande amizade que nasceu. Nessa grande amizade, começamos a ver os conceitos deles.

De lá para cá, nos conhecemos muito. Conversamos muito. Já estive participando com eles de seminários, aprendendo com eles algumas coisas, eles ensinando. Quando eu me somo com o MBL nas lutas e em tudo o que acontece, é porque eu acredito nesses garotos. Primeiro porque estou na política, mas não estarei em toda vida. Acredito que essa juventude que vem, essa juventude cabeça, que vai mudar o Brasil de verdade.”

Leia também:  No RJ, PCdoB vota contra pedido de impeachment de prefeito preso por desdobramento da 'Lava Jato'
Roberto Motta, Bruno Lessa (com o microfone), Bernardo Sampaio, Sóstenes Cavalcante e Fernando Holiday (Foto: Boletim da Liberdade)

Bruno Lessa (PSDB): “MBL conseguiu tirar da esquerda o monopólio das ruas”

“O MBL não é só o responsável direto pelo impeachment de uma presidente da república que chefiava uma das maiores quadrilhas e que chefiava o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, que foi o petrolão, por parte do PT. O MBL começa o movimento de impeachment quase que sozinho, quando as lideranças dos principais partidos políticos diziam que aquilo era impossível, que não fazia sentido. Aos poucos, foi mobilizando a população e conseguiu, para além do impeachment, outra conquista simbólica e fundamental: tirar da esquerda o monopólios das ruas.

As ruas eram monopolizadas pelas esquerdas. Apenas elas detinham a capacidade de falar em nome do povo. Eram elas que levavam o povo para as ruas. E o que vimos entre 2015 e 2016 foram as maiores manifestações políticas da história do Brasil. Feita por gente sem necessariamente com compromisso partidário ou ideológico. Mas feita por gente que ía às rua por acreditar que a bandeira de seu país era mais importante de se carregar do que a bandeira de seu partido político. Assim foi construída a saída de um dos governos mais perversos para a história do Brasil, que foi o governo do PT.

O MBL então tem um histórico e uma importância muito grande na história recente política do nosso país. E tem muito a contribuir. Também aqui no Rio de Janeiro. Por isso, para mim, é uma honra e uma alegria ter sido escolhido como um dos pré-candidatos a deputado pelo MBL. Porque a responsabilidade de resgate do Rio de Janeiro é muito grande.

Precisamos de menos estado, menos intervencionismo, menos tamanho na máquina pública e mais investimento naquilo que é importante, com menos gasto na estrutura do estado.

BRUNO LESSA, pré-candidato a deputado estadual apoiado pelo MBL

Nosso estado passa por sua maior crise. Nossa crise é política, porque olhamos nossos recentes governantes e tem muita gente presa na política do Rio de Janeiro. É uma crise econômica muito profunda, a mais aguda que a gente já viveu. O Estado do Rio de Janeiro tem 1,2 milhão de desempregados. As oportunidades econômicas do estado são cada vez menores. No ano passado, 80% das pessoas que perderam emprego no Brasil moravam no Rio de Janeiro, o que é um dado impactante.

A gente precisa dar a volta por cima. A gente precisa ter um horizonte melhor. A gente precisa usar todas as potencialidades do nosso estado. Somos abençoados por riquezas naturais, um potencial turístico extraordinário, pela riqueza do transporte. Temos cerca de 80% da capacidade produtiva do petróleo no Brasil e 50% do pré-sal. São 12 bilhões de barris de petróleo por ano. A maioria aqui no Rio. E temos um povo trabalhador, dedicado, que quer superar, que quer vencer na vida de maneira correta e lícita.

E o que falta para a gente hoje? Falta ter uma classe política que dialogue e esteja em sintonia com a nossa população. Que seja capaz de resgatar o estado do Rio de Janeiro desse fundo de poço que a gente chegou. E esses valores são justamente os valores que eu encontro no MBL. Esses preceitos, tão importantes para o Rio de Janeiro, são os projetos que o MBL tem defendido para o Brasil. Precisamos de menos estado, menos intervencionismo, menos tamanho na máquina pública e mais investimento naquilo que é importante, com menos gasto na estrutura do estado. Precisamos do Rio de Janeiro de leis desburocratizantes e não dessa quantidade de ladainha legislativa que é proposta hoje. Eu tenho lido as leis estaduais para propor um revogaço e tenho achado muita coisa bisonha.”

Antes da apresentação, pré-candidatos participaram de transmissões ao vivo (Foto: Reprodução)

Confira também:

► CHEGOU A HORA DE APRENDER SOBRE BITCOINS EM UM GUIA OBJETIVO: Um treinamento para iniciar no mercado de criptomoedas e ganhar dinheiro.

► CRIE UM NEGÓCIO ONLINE E COMPLEMENTE A SUA RENDA. Siga o passo a passo para em 30 dias começar a faturar sem sair de casa.

► VOCÊ SABIA QUE EXISTE TÉCNICA PARA GANHAR NA LOTERIA? Quem comprou, não se arrependeu. 10 dias de garantia ou o seu dinheiro de volta

Apoie a mídia independente: curta nossa página.


Seja um assinante e receba nosso conteúdo por Whatsapp


Seja um mantenedor com uma doação única de qualquer valor

Comentários

Receba nosso conteúdo por e-mail



Leia também
error: Não é permitida a reprodução do conteúdo sem prévia autorização.