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Pré-candidato à presidência, Collor se orgulha de ter aberto o mercado

Em publicação no Facebook, o ex-presidente e atual senador por Alagoas disse que “enfrentou a reserva de mercado” e que a medida deu acesso aos brasileiros a “computadores de última geração”

- Publicado no dia
Foto: Gazeta do Povo

O pré-candidato à presidência da república Fernando Collor (PTC) relembrou na última segunda-feira (14) em sua página no Facebook uma conquista de seu tempo de presidente (1990-1992). [1]

O senador por Alagoas publicou a foto de um Macbook e, ao lado, o título: “Se os novos computadores estão aí, é porque alguém fez a história ser diferente”. Em seguida, a descrição: “Até 1990, os computadores no Brasil eram atrasados em relação ao mundo”.


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O texto continua: “Na presidência, enfrentei a reserva de mercado e fiz a abertura comercial, dando acesso aos brasileiros a computadores de última geração”.

Com o slogan de “A experiência faz a diferença”, Collor busca relembrar seu governo, interrompido por um processo de impeachment em 1992. Primeiro presidente eleito após a democratização do país, Collor colaborou com a abertura econômica do país e deu o pontapé inicial de um amplo plano desestatização, continuado pelos governos seguintes.

Na época, chegaram a ser veiculadas campanhas publicitárias na televisão de teor liberal, que reclamavam do “estado¹ pesado” visando conscientizar a população sobre a motivação das medidas que iriam ser tomadas.

“O estado mais magro tem melhores condições de atender o cidadão em saúde, educação, saneamento e segurança. Com o programa de privatização, o Brasil ganha músculo para enfrentar a corrida pelo desenvolvimento”, dizia o narrador. Confira alguns momentos da campanha no vídeo publicado abaixo:

Pré-campanha à presidência

O senador Fernando Collor, filiado ao PTC, anunciou do início do ano sua intenção em concorrer novamente à presidência da república. De volta à política em 2006 e reeleito em 2014 para um novo mandato de oito anos no Senado, uma eventual candidatura não lhe faria perder o cargo em caso de derrota. [2]

Os analistas políticos, porém, dividem-se em opiniões sobre a campanha. Segundo nota do site da revista Veja, por exemplo, o pré-candidato pretende ter como principal comitê da candidatura uma cidade média do interior do Alagoas: Arapiraca. “Muitos são os que não acreditam que ele irá mesmo concorrer”, diz a publicação. [3]

Por outro lado, o presidente do partido de Collor, Daniel Tourinho, garantiu em entrevista ao “Blog do Jamildo”, relevante no Nordeste, nesta sexta-feira (18) que o projeto é para valer. Ele também anunciou algumas ideias que devem percorrer a candidatura:

“[Os pontos principais] estão englobados no tripé de desenvolvimento econômico, modernização e justiça social”, disse Tourinho, que afirmou ainda que a pré-campanha de Collor já tem sido suficiente para atrair filiados e novos candidatos a deputado.

O filho do ex-presidente, James Fernando Collor, deve ser um dos nomes que concorrerão a uma vaga na Câmara nas eleições de outubro. Um dos incentivos da medida é fazer o partido ultrapassar a cláusula de barreira, em vigor a partir das eleições de 2018. [4]


¹Propositadamente, o Boletim da Liberdade grafa o termo estado com letra minúscula.

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