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Autor da ação, ativista do MBL comemora liminar que cortou benefícios de Lula

Rubinho Nunes, do interior de São Paulo, obteve antecipação de tutela na ação que ingressou na 6ª Vara Federal de Campinas; argumento do juiz é que, apesar da previsão em lei, não havia motivos para os gastos

- Publicado no dia
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo conduzido por policiais à sua cela, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). O ex-presidente chegou de helicóptero. (Foto: Reprodução/UOL)

O advogado Rubens Nunes, coordenador do Movimento Brasil Livre, conseguiu nesta quinta-feira (17) uma liminar na Justiça que retirou benefícios que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usufruía em virtude do cargo que ocupou entre 2003 e 2010. [1][2]

A decisão, assinada pelo juiz federal Haroldo Nader, da 6ª Vara Federal de Campinas, se pauta pela “inexistência de motivos” de manter esses gastos públicos – estimados pelo MBL em R$ 1,1 milhão por ano. Entre eles, estão o direito de manter assessores pessoais, seguranças e motoristas pagos com dinheiro público. [3]


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Em transmissão ao vivo na internet, Rubens, também conhecido como Rubinho, comentou a liminar. “Não é uma vitória minha, não é uma vitória do MBL, mas uma vitória do Brasil”, disse.

“O ex-presidente está preso. Está encarcerado. Não tem razão para manter tamanhas regalias. Tamanhos benefícios. A decisão da 6ª vara foi muito sábia. Uma antecipação de tutela para que as regalias fossem interrompidas imediatamente”, comentou.

Considerando uma “vitória muito importante”, Rubinho salientou que o processo ainda vai seguir adiante e que esse tipo de decisão ajuda a “cortar o mal pela raiz”.

“Ele vai passar o resto da vida atrás das grades. Conseguimos assim pelo menos parar de onerar os cofres públicos. Cortar as mordomias dele. Claro que eu concordo que é um benefício que não deveria ser dado a todos os ex-presidentes. Mas Lula não era digno de continuar recebendo essas regalias de um povo tão sofrido que é o povo brasileiro”, concluiu.


ATUALIZAÇÃO às 19h27min do dia 17/05: Uma ação de conteúdo similar teria sido impetrada pelas ativistas Joice Hasselmann, Carla Zambelli e Julio Cesar Casarini. De acordo com informações da BBC Brasil, ambas as ações foram julgadas de forma conjunta. [4]

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