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Morre na Suíça cientista que queria fazer suicídio assistido, mas não podia

David Goodall levou uma injeção letal após passar por sua última avaliação psiquiátrica e assinar um documento; ele precisou viajar da Austrália, onde a prática é proibida, para a Suíça, onde é permitida

- Publicado no dia
David Goodall assina documentos autorizando sua morte (Foto: Exit International)

Morreu nesta quinta-feira (10) na Suíça o cientista britânico David Goodall. Aos 104 anos de idade, Goodall estava radicado na Austrália, mas precisou viajar para a Suíça para fazer o que desejava: morrer. [1]

No país europeu, já estão permitidas sessões de “suicídio assistido”, isto é, morte voluntária e controlada por médicos.

Na Austrália, porém, assim como na maior parte do mundo, a prática não é permitida ou não está regulamentada.

De acordo com informações preliminares, David Goodall pediu para morrer ouvindo a música “Ode à Alegria”, de Beethoven.

Embora sempre estivesse consciente sobre a morte, passou por outra avaliação psiquiátrica minutos antes de tomar a injeção letal no braço que, em poucos minutos, lhe faria desfalecer.


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“É a minha própria decisão. Quero pôr fim à minha vida e fico grato que isto seja possível na Suíça”, declarou Goodall, que viajou para o país com o auxílio da ONG Exit International.

Nos últimos anos, Goodwall já sofria com o avançar da idade. Sofreu uma queda que comprometeu sua locomoção. Segundo relatos, visão e audição também começaram a ficar deterioradas, o que foi prejudicando a possibilidade de trabalhar. Ele deixou de frequentar a universidade Edith Cowan, onde lecionava, em 2016.

Segundo a ONG que levou Goodwall à Suíça, o cientista requereu em documento que foi assinado pouco antes do suicídio que seu corpo fosse doado para a medicina ou então que fosse cremado.

Ele também fez questão de ressaltar que não acredita na vida após a morte e frisou não desejar funeral ou qualquer cerimônia em especial. [2]

Liberdade de morrer

O suicídio assistido ainda é um assunto polêmico. Nos Estados Unidos, apenas quatro estados já o permitem – e outros seis estão estudando revisões na legislação. [3]

As regras para o suicídio assistido também variam localmente. Algumas delas, por exemplo, só permitem esse tipo de morte em caso de doença terminal e expectativa de término de vida no próximo ano.


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Segundo o portal Hypeness, que fez uma reportagem sobre o assunto, no estado americano de Oregon a maior parte dos que requerem a morte – e vão até o final nesse desejo – é devido à perda de autonomia. Muitos deles em virtude de tumor maligno.

No Brasil, a eutanásia é proibida. O mais próximo do suicídio assistido é quando o paciente, em estado terminal, tem o direito de interromper o tratamento convencional. É a chamada ortotanásia.

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